Rui Martins, activista e dirigente associativo, escreve semanalmente aos domingos no LUX24.

Ao contrário de alguns vejo com toda a naturalidade a expressão pública de apoio a uma – mais que provável – recandidatura de Marcelo Rebelo de Sousa por parte de António Costa ou de outras figuras da actual direcção do Partido Socialista.

As proximidades de temperamento e o bom relacionamento institucional são conhecidas e o país tem ganho com a qualidade da ligação entre o Primeiro-Ministro e o Presidente da República.

Compreendo – bem – as reticências de Manuel Alegre quanto à oportunidade destas declarações a qual, de facto, não foi feliz porque produzida fora do contexto temporal (em plena crise COVID-19) e físico (Congresso) mas não compreendo nem apoio a intensidade das críticas a Ana Gomes lançadas por Carlos César e, mais recentemente, pelo deputado Porfírio Silva que classificou alguém que – implicitamente indicou ser a antiga eurodeputada – como sendo “um candidato populista, sem histórico de um programa de esquerda articulado e coerente, mas com um histórico de confundir a política com corrupção e de pintar o PS como uma associação de malfeitores que já foi liderada por um secretário-geral criminoso”.

Independentemente da opinião pessoal sobre a culpabilidade ou inocência de José Sócrates (e eu tenho a minha) Ana Gomes não deve ser lapidada em praça pública por exprimir publicamente o que pensa sobre o ex-Primeiro Ministro: Sócrates já não é Secretário-Geral do PS: certo?

Estas declarações, proferidas dentro da família socialista e numa reunião da Comissão Política Nacional podem ter recolhido os aplausos dos presentes mas não merecem o meu aplauso: por pouco ou nada que isso valha.

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