Miguel Torres, Software Developer e Gestor de Dados

A Covid-19 chegou a Portugal no dia 2 Março, apenas uma semana depois do Carnaval, numa atitude que desafiou o conceito de Quaresma. Enquanto os católicos jejuavam, o vírus alimentava-se à grande por toda a Europa.

Foi uma forma de estender os carnavais de Ovar ou Torres Vedras. É certo que pessoas a dançar semi-nuas com 3 graus de temperatura é algo que se deixou de ver, no que diz respeito à parte das máscaras estamos a viver um ano de carnaval.

As máscaras, de assunto marginais que aparecia uma vez por ano quando pais partilham as fotos dos seus filhos nos desfiles escolares nas redes sociais, passaram a tema centra de discussões e a provocar zangas e insultos.

Algo nunca antes visto, nem mesmo quando uma criança se vestiu de capuchinho vermelho com um lenço bordeaux. A única vez que as máscaras geraram tanta polémica foi quando uma escola decidiu usar a black face nos seus alunos.

Ainda não vi foi nenhum concurso de máscaras, com a máscara mais original, seja ela ao nível do seu design, seja ao nível da colocação. Neste capítulo já surgiram alguns clássicos:

  • O nariz onde não é chamado – Aquelas pessoas que pensam que apenas a boca respira e que as duas narinas têm apenas uma função estética e nunca são utilizadas.
  • O Brinco – Aquelas pessoas que pensam que a máscara tem, ela própria, uma única função estética e que usam como se fosse uma argola procedente da betificação da sociedade. Talvez estas pessoas pensem que a máscara crie um campo eletromagnético que mata o vírus por eletrocussão.
  • A Barba – Todos nós conhecemos pessoas que têm uma barba farfalhuda mas um bigode aparado. É, mais uma vez, uma opção estética que parece ser copiada por quem usa a máscara no queixo. Assim faz uma barreira eficaz caso o vírus se desloque apenas de baixo para cima e entre no corpo através da pele do queixo.
  • A máscara da vizinha – Aquelas pessoas que tiram a máscara e põem a máscara à hora que quiserem, nomeadamente para poderem tossir e respirar por pensarem que o coronavírus se recusa a sair do organismos nesses momentos.

A verdade é que apesar de todas as polémicas e formas pouco ortodoxas de se usar as máscaras têm ajudado a travar a pandemia, ao contrário do que a ciência pensava antes do seu início.

Começa a existir evidência que as máscaras funcionam. Resta saber se com as utilizações que referi acima.

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