Luís Pena, advogado, escreve quinzenalmente às segundas no LUX24.

Na madrugada do passado domingo, ocorreu um acidente grave no exterior do auditório do CAE, quando placas de pedra se soltaram de um pilar e caíram…

Uma dessas placas atingiu um cidadão na zona do ombro…

Este facto lamentável, que só por milagre não teve consequências mais dramáticas, levanta o tema da tão propalada “segurança” para os cidadãos.

No caso concreto, a pertinência do tema é maior pois trata-se de um edifício público.

Para a autarquia figueirense, nos últimos meses, a grande prioridade em termos de segurança tem sido o abater árvores: veja-se o argumento trazido para a praça pública para justificar o abate do Freixo tricentenário situado no Largo de Santo António.

Os responsáveis autárquicos “esqueceram-se” que em 13 de Junho de 2019, cinco meses antes da data anunciada para o seu abate, estiveram centenas de pessoas junto a ele a assistir às festas de Santo António.

Aqui não foi levantada a questão da segurança para as pessoas…

Mas nesse mesmo Largo de Santo António, existe um muro que ameaça ruir e eventualmente desmoronar sobre a via pública.

Agora com as raízes do freixo a apodrecer até haverá maior risco…

E o que dizer da falta de segurança na curva do cemitério em Buarcos onde constantemente se registam despistes?

E que dizer dos prédios em ruína, no Passeio Infante D. Henrique, junto ao Jardim Municipal, local que prevê uma intervenção no valor de 1.400.000,00€?

Que dizer também do estado degradante do Edifício “O Trabalho” que já causou danos em pessoas e bens?

A questão da segurança é, de facto, um bom tema de discussão. Os partidos políticos tinham a obrigação de a discutir mas sabemos que isso não é prioritário, antes as lutas hierárquicas e eleitorais internas para a distribuição de lugares…

E assim vamos vivendo em aparente “segurança” nesta urbe…

E se um dia a insegurança lhe bater à porta, ou dito por outras palavras e se fosse consigo, o que faria?

 

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