Dando continuidade ao tema do texto da semana anterior, volto novamente a pegar nas questões da pandemia, visto que este tema está outra vez a dominar as nossas vidas. Após ter relembrado alguns dos conselhos chave para continuar a sobreviver a esta longa pandemia, hoje escrevo sobre a saturação que todos nós sentimos, o que nos leva a ter diferentes comportamentos.

Quando tudo isto começou em Março, a grande maioria de nós – onde eu me incluo – acreditávamos que a situação iria ficar mais ou menos resolvida e controlada passado uns meses, o que não aconteceu!

Embora tivesse havido uma diminuição e controlo dos números de novos casos o que nos permitiu respirar de alívio e aproveitar de certa forma o verão, o problema nunca chegou a desaparecer na totalidade.

Agora com o ressurgimento de novos casos, embora tenha havido um aumento de preocupações e o regressar do sentimento que estamos de volta ao início, os nossos comportamentos não estão a seguir a mesma linha inicial. Ao início as regras impostas foram aceites com maior consenso, e a população no geral era muito mais cuidadosa no que toca a comportamentos sociais e ajuntamentos.

Rita Limede, psicóloga e produtora de eventos musicais, escreve semanalmente aos no LUX24.

Com o relaxar das regras no Verão após uma evolução positiva, muitos de nós regressaram aos seus comportamentos sociais habituais da pré-pandemia, tendo havido um relaxar, que infelizmente se revelou problemático, de medidas como o distanciamento físico e ajuntamentos sociais com elevados números de pessoas.

Estamos a enfrentar uma nova fase, com um aumento muito mais drástico de casos, onde temos sido confrontados com uma maior resistência relativamente às medidas de mitigação anunciadas.

Será que a saturação – natural – por parte de todos nós relativamente à pandemia nos está a tornar mais despreocupados e a desvalorizar o perigo? Depois de meses a seguir as regras e a ver os efeitos devastadores a nível social deste fenómeno, ficamos menos sensíveis à situação de perigo em que ainda nos encontramos?

Com a Europa no geral, onde Portugal não é exceção, a registar números elevados e alarmantes de novos casos e em perigo novamente, a resistência às medidas é cada vez maior.

No entanto, e para conseguirmos sobreviver a toda esta situação, temos que nos lembrar que lá porque estamos cansados e fartos deste problema, não vai desaparecer magicamente de um momento para o outro.

Infelizmente não há (ainda) soluções milagrosas que façam as coisas voltar à normalidade que tanto desejamos.

Por isso, não nos resta outra hipótese senão seguir as medidas de proteção recomendadas – tanto pelo bem da nossa saúde física como mental.

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