Miguel Torres, Software Developer e Gestor de Dados, escreve semanalmente às segundas no LUX24.

De vez em quando aparece por aí uma doença qualquer que parece pronta a destruir a humanidade. Felizmente tivemos a sorte de sobreviver à Gripe A, ao SARS e à Gripe das Aves, mas agora com o coronavírus as hipóteses devem ser remotas. Ou então não. À data deste artigo contam-se 37.000 casos na China que já resultaram em 812 mortes. Ora bem a China tem mais de mil e trezentos milhões de habitantes, por isso apenas 0.0027% da população foi infectada e dessas pessoas infectadas apenas 2.19% finaram.

Os media são de facto excepcionais a inventar notícias. Uma doença underground cria mais alarme social do que o Pedro Dias. Se o Coronavirus fosse uma banda de música era um daqueles grupos de Electronic Post-Bop Brass Progressive Acid Combo Jazz com 37 fãs que os seguem por todo o mundo.

Algo que contrasta com a tuberculose, que pode ser considerada os Rolling Stones das doenças infecciosas: Já foi a maior no passado, teve um decréscimo ao longo dos anos mas mesmo já em idade avançada é capaz de ressurgir e ainda está no top 10 das causas de morte.

A hipótese de um de nós morrer de Coronavirus é tão grande como o Desportivo das Aves ganhar a Liga dos Campeões em 2021. Eu sei que já existe um caso em Portugal, o jogador Rafa do Benfica contraiu o vírus no jogo com o Porto após ser fintado até a um ponto em que os seus rins estavam desfeitos. Mas lá está, é um caso em 10 milhões. Não há que preocupar.

E pronto, lá caí eu na armadilha do trocadilho com o jogador Corona. Pelo menos não foi um trocadilho com a cerveja, como tem acontecido por todo o mundo, incluindo Portugal. Se Portugal tem a circular tantos memes com garrafas da cerveja Corona, que é uma cerveja tão popular como uma banda de jazz com 37 fãs, o que aconteceria se estivéssemos perante o superbockvirus? A internet cairia durante 3 dias com excesso de tráfego.

Os chineses foram cuidadosos e arranjaram um vírus com forma de coroa e não com forma de garrafa de cerveja porque sabiam que depois não arranjariam um contrato para a Huawei providenciar o 5G em Portugal.

Pena não terem sido cuidadosos na parte de usarem pó de pangolim para curar doenças. Não sei qual é esta obsessão da Medicina, perdão, Tretacina Tradicional Chinesa com animais em risco de extinção. Primeiro acabam com os rinocerontes em África e depois decidem dar cabo dos pangolins por causa da sua carapaça.

É que a carapaça de pangolim não só não cura doenças como está na origem da transmissão do coronavirus para os humanos segundo um estudo publicado na Nature. Até o Scolari dizia: “Pangolim é Matraquilho” e não medicamento. (Eu sei que é pingolim, mas não há dois trocadilhos sem três e já tinha feito dois hoje).

E se a Medicina, perdão Tetracina Tradicional Chinesa é tão boa, porque é que não resolveu este problema e tiveram que usar a Medicina propriamente dita? Não me digam que é assim tão difícil acertar num vírus com agulhas de acupuntura. Vá lá senhores tradicionais chineses, têm que melhorar essa pontaria.

 

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