Miguel Torres, Software Developer e Gestor de Dados, escreve semanalmente no LUX24.

Como o caro leitor deve saber, no dia 13 de Outubro de 2016, Bhumibol Adulyadej faleceu, terminando aí um reinado de 70 anos e 126 dias. Foi um choque em toda a Tailândia.

Nessa altura eu já tinha marcado uma viagem para este país asiático para meados de Janeiro de 2017 e assim pude testemunhar toda a devoção dos tailandeses ao seu falecido rei.

Já tinham passado três meses e o caixão do Rei Bhumibol ainda estava no Grande Palácio de Banguecoque enquanto à volta estavam estacionados autocarros vindos de todo o país e via-se uma fila interminável de pessoas vestidas de preto.

O luto nacional durou até 30 de Outubro de… 2017, poucos dias depois do rei ser cremado.

Por ter estado naquele país durante aquele período, sempre pensei que o mesmo aconteceria quando a monarca britânica falecesse. Se com uns meros 70 anos e 126 dias de reinado todo um país ficou de luto durante um ano, então com um reinado de 70 anos e 214 dias, como o de Isabel II esperar-se-ia que todo um país fechasse durante, pelo menos, um ano e duas semanas.

Mas não, surpreendentemente o povo inglês reagiu à morte da Rainha com muita serenidade e a vida, para a maioria, continuou com normalidade. Foram decretados apenas 12 dias de luto nacional e só o dia do seu funeral será feriado nacional.

A grande diferença é o corpo da rainha passar a estar Deitado-Em-Estado enquanto decorre a Operação Ponte de Londres. Estes nomes soam sempre melhor em inglês, mas a tradução é assim.

Ainda por cima deram o nome de uma das pontes mais fraquinhas da capital britânica. A Ponte de Londres não é a Tower Bridge, essa sim é monumental. Trata-se de uma ponte de betão, construída em 1973 para substituir uma que foi vendida a um milionário americano que a transportou e reconstruiu numa pequena cidade do Arizona.

Obviamente ele era mais um que estava a pensar que se tratava da Tower Bridge. Estou mesmo a imaginar ele a ligar de volta à câmara municipal a dizer que tinham perdido peças pelo caminho e que faltavam as torres.

Só quase uma semana depois do falecimento da rainha é que a devoção dos súbditos começou a notar-se mais, quando foi permitido ao público observar o caixão e assim “pagar os respeitos” como por aqui se diz (mais outra expressão que só faz sentido em inglês).

Não sei quanto é que custam os respeitos, mas tendo em conta que a fila já chega aos 6 km, aposto que a rainha já angariou uma bela maquia de respeitos.

Finalmente algo que me fez lembrar a Tailândia em 2017.

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