O psicólogo Miguel Silva, escreve semanalmente no LUX24.

A psicologia da anormalidade investiga e lida com o comportamento anormal, que engloba tipos incomuns de comportamento, emoção e pensamento, e que pode estar, ou não, relacionado com uma perturbação mental. Estamos a falar, portanto, do estudo dos padrões de comportamento que não vão ao encontro das ditas normas geralmente aceites.

Aquilo que se apresenta como diferente do normal, do esperado ou do habitual é definido como anormalidade.

Evidências empíricas demonstram que a ciência da psicologia anormal investiga dois tipos de comportamentos: comportamentos adaptativos e comportamentos mal adaptativos (Baptista & Neto, 2019).

Os comportamentos que são mal adaptativos sugerem que alguma dificuldade/problema existe e, concomitantemente, também pode implicar que o indivíduo é sensível e não consegue lidar com o stress ambiental o que resulta numa incapacidade ou dificuldade no funcionamento do dia-a-dia.

A psicologia da anormalidade acredita que, o termo anormalidade, pode ser descrito de diversas formas, a saber:

  1. Anormalidade estatística que se refere quando um determinado comportamento/característica é apenas relevante para uma pequena percentagem da população;
  2. Anormalidade psicométrica que ocorre quando um determinado comportamento/característica se distingue da população normal;
  3. Comportamento desviante que designa o comportamento que é diferente do comportamento normativo;
  4. Combinações, incluindo desconforto, disfunção, processos psicológicos disfuncionais, respostas inadequadas em determinadas situações.

A propósito de determinadas situações…

No passado sábado (08/05/2021) centenas de jovens voltaram a “desafiar” as medidas sanitárias em vigor no combate à pandemia da COVID-19 e juntaram-se em grupos num parque, localizado no Luxemburgo. Este tipo de comportamento ausente de altruísmo, torna-se anormal a partir do momento que os elementos dos grupos não promovem o bem-estar dos outros e não se preocupam com o seu próprio autocuidado.

“Um por todos e todos por um!”

A amizade, à luz da psicologia, é reconhecida como uma importante fonte de felicidade e de bem-estar subjetivo, uma vez que proporciona o apoio social, a partilha de experiências, de interesses, de sentimentos e de emoções (Reis, 2020; Cheng & Furnham, 2002). Esta interação íntima, espontânea e recíproca entre duas pessoas constitui, então, a amizade.

Se sente que precisa de ajuda, pense em si. Pensar em si é cuidar do próximo. Um psicólogo pode ajudar.

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