O psicólogo Miguel Silva escreve semanalmente no LUX24.

O stress afeta todos os sistemas do nosso corpo, incluindo os sistemas músculo-esquelético, respiratório, cardiovascular, endócrino, gastrointestinal, nervoso e reprodutivo.
Os nossos corpos estão preparados para lidar com o stress em pequenas “quantidades”, mas quando o stress evolui para termos a longo prazo ou algo mais crônico, pode surtir graves efeitos no corpo.

Relativamente ao sistema músculo-esquelético, sabemos que quando o corpo está em modo stressado, os músculos ficam tensos. Essa tensão muscular é quase uma reação espelho ao stress – é a estratégia do corpo de se proteger contra lesões e dor.

A título de exemplo, tanto a cefaleia do tipo tensional quanto a enxaqueca estão associadas à tensão muscular crónica na área dos ombros, pescoço e cabeça. A dor musculoesquelética na região lombar e nos membros superiores também tem sido associada ao stress, especialmente em contexto de trabalho (Smith, 2018).

O que determina se uma pessoa ferida passa ou não a sofrer de dor crônica é a forma como ela responde à lesão. Indivíduos que têm medo da dor e que buscam apenas uma causa física e cura para a lesão, na maioria das vezes têm uma recuperação pior do que os indivíduos que mantêm um certo nível de atividade moderada e supervisionada pelo médico.

A tensão muscular e, eventualmente, a atrofia muscular devido ao sedentarismo do corpo, promovem condições musculoesqueléticas crônicas relacionadas ao estresse.

Técnicas de relaxamento, entre outras atividades e terapias que aliviam o stress, demonstram reduzir efetivamente a tensão muscular, diminuir a incidência de certos distúrbios relacionados ao stress, como dor de cabeça, e aumentar a sensação de bem-estar. Para aqueles que desenvolvem condições de dor crônica, as atividades de alívio do stress demonstram melhorar o humor e a função diária.

O stress e as fortes emoções experienciadas ao longo da vida podem surgir com sintomas respiratórios, como falta de ar e respiração rápida, à medida que as vias aéreas entre o nariz e os pulmões se contraem. Para pessoas sem doença respiratória, isso geralmente não é um problema, pois, o corpo pode promover o trabalho adicional para respirar confortavelmente, mas os agentes de stress psicológicos podem exacerbar os problemas respiratórios para pessoas com doenças respiratórias pré-existentes, como asma e doença pulmonar obstrutiva crônica.

Alguns estudos mostram que um stress agudo (como a morte de um ente querido) pode realmente desencadear ataques de asma. Concomitantemente, a respiração rápida (hiperventilação) causada pelo stress pode causar um ataque de pânico em alguém propenso a ataques de pânico.

Posto isto, passemos às estratégias mais eficazes para reduzir as respostas ao stress:

• Manter uma rede de apoio social saudável
• Praticar exercício físico regular
• Obter uma quantidade adequada de sono a cada noite

Se você está a enfrentar um momento de stress extremo ou crónico, um psicólogo pode ajudá-lo a identificar os desafios e os responsáveis de stress que afetam a sua vida diária e encontrar maneiras de ajudá-lo a lidar melhor para melhorar seu bem-estar físico e mental geral.

Um psicólogo pode ajudar!

Publicidade
Falhas, erros, imprecisões, sugestões?
Por favor fale connosco via email para geral@lux24.lu.
Siga o LUX24 nas redes sociais. Use a #LUX24 nas suas publicações.
Faça download gratuito da nossa ‘app’ na Google Play ou na App Store.
Publicidade
Publicidade