A palavra toxicodependência está associada às perturbações de uso de substâncias e, especificamente, às que se relacionam com drogas ilegais, uma vez que quando estas perturbações se relacionam com o uso de substâncias de acesso legal é normal e aceitável utilizar-se um termo próprio (e.g., alcoolismo e tabagismo).

Relativamente ao diagnóstico de perturbações relacionadas com substâncias e perturbações aditivas, este inclui, portanto, diversos tipos de drogas e é apropriado para designar o estado de pessoas que as utilizam de forma compulsiva, não controlada e continuada, apesar das consequências adversas (APA, 2013; Smith & Seymour, 2004).

Sabia que existem dez classes distintas de drogas (Quintas, 2019)? Tome nota:

  1. Tabaco
  2. Cafeína
  3. Cannabis
  4. Alucinogénios
  5. Inalantes
  6. Opiáceos
  7. Sedativos, hipnóticos e ansiolíticos
  8. Estimulantes (e.g., substâncias tipo anfetamina, cocaína e outros estimulantes)
  9. Álcool
  10. Outras substâncias (e.g., substâncias desconhecidas)

O que permite o diagnóstico não está relacionado com a legalidade da droga nem o uso de nenhuma destas substâncias mencionados anteriormente. Contudo, é o excesso não controlado, prolongado no tempo, que envolve diversos riscos físicos e psicológicos e sociais, que permite a conceptualização do uso de qualquer substância psicotrópica como uma perturbação do comportamento e como uma questão de saúde mental.

O “comportamento” da toxicodependência.

O comportamento é o lado socialmente mais visível, expresso, por vezes, em padrões consideravelmente estáveis de desviância, onde para além do foco da atenção no consumo das substâncias na vida da pessoa se evidenciam, frequentemente, desvios no trajeto e marginalidade social.

Existem certos “apetites excessivos” noutros padrões comportamentais (e.g., no jogo, na comida, no sexo, no trabalho ou na internet) com semelhanças relativamente aos padrões de comportamentos supracitados. A distinção assenta no afastamento de padrões normativos de conduta das pessoas com perturbações relacionadas com substâncias que têm concentrado nas sociedades contemporâneas maior preocupação social.

Do ponto de vista da psicologia, este assunto merece uma cuidada avaliação e tratamento dos aspetos disfuncionais no modo de funcionamento das pessoas dependentes e uma adequada gestão do sintoma (Quintas, 2019).

Portanto, o tratamento desta perturbação crónica constitui um longo processo que utiliza diversos recursos terapêuticos e combina a terapia psicológica com a terapia farmacológica (e.g., medicação). Um psicólogo pode ajudar!

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