Bruno Gonçalves Gomes, dirigente da Associação Letras Nómadas AIDC, escreve quinzenalmente no LUX24. FOTO: Sérgio Aires

Verdade, só nos damos conta de que a vida é um sopro quando perdemos alguém próximo.

Sim, só refletimos que a vida não tem assim tanto valor quando se vai alguém, e além de repetirmos que a vida tem uma durabilidade não temos coragem nem a ousadia de ver qualquer pecado na pessoa falecida. Quem não é crente encontra argumentos de injustiça no divino criador.

Sei que o que estou a escrever daqui a uns dias cai no esquecimento e voltamos à rotina de ter um compromisso com a vida que a vida não tem connosco. A vida nunca é um fôlego até percebermos que ela trai todos aqueles que se consideram “eternos”.

Questionamos os conflitos, as guerras, o ódio, o racismo, a prepotência, a competição exagerada e até o acumular dos bens materiais que no último fôlego não valem de nada…

O equilíbrio tem que ser uma tónica na nossa vida, porque tudo em excesso é prejudicial, não podemos ser consumidos pelo trabalho nem nos podemos dar ao luxo de desfrutar e viver a o dia como se fosse o último.

O que hoje somos amanhã numa fração de segundos ficarão apenas memórias nossas…

Que sejamos recordados como pessoas que viveram conscientes dum prazo de validade que não temos como saber o dia, o mês e a hora porque a vida é um sopro…

O segredo é viver, viver com dignidade e respeito pelos demais, nunca nos submetermos à escravidão do trabalho e do acumular sem desfrutar…

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