Se o leitor aprecia filmes adaptados de livros, fica aqui a sugestão para assistir a esta longa metragem e verificar se a mesma consegue manter a qualidade narrativa da obra literária original!

Este drama produzido pela Netflix, foi realizado por Brett Haley revelando a história de dois adolescentes sensíveis os quais encaram a “exclusão” por motivos distintos.

Seguindo o romance original da escritora Jennifer Niven, “All the Bright Places” presenteia o grande público com uma mensagem impactante ao mesmo tempo que mergulha num primeiro amor.

Quantas crianças, adolescentes e até adultos são rotulados “por isto ou por aquilo”, que a maioria da sociedade considera “comportamento errático”?

Será que o luto vivido na adolescência não merece o devido isolamento? E ter uma personalidade diferente dos “autómatos”?

A questão é: todos nós temos de fazer “tudo” de uma forma mecânica como que “desprovidos” de emoção ou de sentimentos?

Pelos vistos, o aparente “bastidor” da pandemia, parece impulsionar “a que quase tudo” seja comportamento errático… ou tão somente será uma forma “simples/ardilosa” de se “controlar” a sociedade às instituições que “gerem” estados “soberanos”?

All the Bright Places” “fala” para os adolescentes e também para os jovens que todos fomos, sobre como lidar e se adaptar às primeiras grandes perdas na vida ou ao simples facto de sermos diferentes em termos de personalidade ou mesmo fisicamente.

A performance do casal protagonista, interpretado pelos actores Elle Fanning e Justice Smith, é suficientemente verosímil para investirmos neste drama comovente!

A cena de sexo entre os jovens destaca-se como uma das mais atenciosas na forma como “normaliza” a sexualidade adolescente a um nível “de maturidade e com significado”.

Pedro Cunha, escritor e cineasta, escreve semanalmente às sextas no LUX24.

Este filme provoca o pensamento de pensar enquanto “exercício” cada vez mais difícil de se realizar!

O constante bombardeamento, diário e há quase 1 ano, de um mesmo assunto: “COVID-19” condiciona a reflexão sobre inúmeros outros assuntos “do mundo”.

“Fomos” seriamente “enclausurados” pelos meios de comunicação social que “auxiliam” ao confinamento do pensamento “de uma forma constante”, castrando a criatividade, a liberdade e até as relações entre familiares directos… que cada vez mais se tratam como estranhos que “ilustram” beijos e abraços escondidos por vídeo conferências, através de um vidro e até de vestindo roupas plásticas protectoras como se estivéssemos a tocar “lixo radioactivo”!

“Fala-me de Um Dia Perfeito” estreou na plataforma de streaming Netflix facilitando o visionamento online no conforto da sua casa.

Bom filme!

Pedro Cunha

 

Assista aqui ao trailer:

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