Silvina Queiroz, professora, escreve semanalmente às quartas no LUX24.
Silvina Queiroz, professora.

As mais cordiais saudações. Como já referido antes, vivemos um tempo extraordinário, uma época que mais do que nenhuma outra nos deveria impelir à paz, ao amor, à solidariedade entre os povos.

Também neste período, e já o disse, nos sentimos mais frágeis do ponto de vista emocional e mais susceptíveis perante as desventuras de que vamos tomando conta.

Lembro comovidamente as famílias que neste Natal não terão com elas os seus queridos partidos prematuramente: em Borba, em Estrasburgo, e há “meia dúzia” de horas no trágico acidente que vitimou quatro abnegados profissionais, acabados de cumprir uma missão tendente ao salvamento de uma vida. Perdidas foram as suas, desgraçadamente.

Este seria, pois, o tempo da concórdia, da amizade, do abraço, do estender de mãos ao outro. Tão triste que é verificar precisamente o contrário!

Óbvio que este não é um fenómeno generalizado, que tragédia horrenda se assim fosse! Mas, mesmo assim, estas “bolsas” de ódio são muito preocupantes.

Para a próxima sexta-feira prepara-se, segundo alarmam as redes sociais e não só, uma manifestação de desagrado contra as políticas do País.

Os direitos dos cidadãos não têm calendário e se fosse dessa questão que realmente se tratasse, subscreveria porque considero que muito há a alterar, principalmente em prol dos mais desfavorecidos socialmente. Mas não! Nada disso! Fazendo passar a mensagem de que foram inspirados pelas lutas dos “coletes amarelos”, (e quanta instrumentalização houve por aí também!!), os seus principais promotores são gente conhecida pelos piores motivos.

Um dos mais proeminentes “cabecilhas” possui um largo historial de violência, práticas racistas e xenófobas, várias passagens pelas prisões, inclusivamente pelo crime de homicídio. A organização a que pertence ainda recentemente se envolveu em conflito armado com uma congénere estrangeira da mesma laia! Saúdam de braço estendido à velha “moda” nazi e o sujeito é um assumido “skinhead”, com tudo o que o termo sugere e arrasta.

Preocupa-me pensar que alguns mais incautos possam “ir na onda”, não percebendo que estão a “entrar num comboio que não é o seu”, assim dando força a quem tem objectivos que não são os seus, gente boa, que pretende apenas alcançar aquilo a que deveras tem direito: uma vida digna e feliz!

No meu indefectível optimismo, quero acreditar que estas movimentações obscuras não venham a causar danos graves e a beliscar a oportunidade de todos a um Natal de Paz e de Fraternidade.

Fiquem bem. Um abençoado Natal para todos vós.

Um abraço caloroso.

 

*Silvina Queiroz, professora, escreve às quartas no LUX24.

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