German Chancellor Olaf Scholz and Luxembourg's Prime Minister Xavier Bettel attend a news conference at the Chancellery in Berlin, Germany, March 1, 2022. (Photo by HANNIBAL HANSCHKE / POOL / AFP)

O chanceler alemão advertiu hoje, em Berlim, que “certamente” serão adoptadas novas sanções contra a Rússia, que prossegue a invasão da Ucrânia, país que “luta pela sua sobrevivência”.

Olaf Scholz, que falava numa conferência de imprensa juntamente com o primeiro-mnistro do Luxemburgo, Xavier Bettel, sublinhou que “o banho de sangue deve cessar” na Ucrânia, onde, hoje, a segunda maior cidade, Kharkiv, sofreu bombardeamentos.

“Chegámos a uma situação muito dramática. A Ucrânia luta literalmente pela sua sobrevivência”, sublinhou Scholz.

“Os movimentos das forças militares russas que conhecemos hoje são muito importantes e é por isso que não devemos ter ilusões”, acrescentou.

Scholz advertiu que “vai ser ainda um período muito dramático”.

“As imagens que tivemos que deplorar até agora e que nos entristecem, com tantos mortos e feridos, os edifícios e infra-estruturas destruídos, são apenas o começo do que provavelmente se seguirá”, disse.

Neste contexto, serão “certamente” adoptadas novas sanções, declarou o chanceler alemão, revelando que as sanções já anunciadas pelo Ocidente “afectam consideravelmente as capacidades económicas” da Rússia.

O Exército ucraniano enfrentou hoje novas ofensivas das forças russas em Kiev, em Kharkiv, no porto de Mariupol e noutras cidades do país, um dia depois de negociações infrutíferas.

A Rússia lançou na quinta-feira de madrugada uma ofensiva militar na Ucrânia, com forças terrestres e bombardeamento de alvos em várias cidades, que já mataram mais de 350 civis, incluindo crianças, segundo Kiev.

A ONU deu conta de mais de 100 mil deslocados e mais de 660 mil refugiados na Polónia, Hungria, Moldova e Roménia.

O Presidente russo, Vladimir Putin, disse que a “operação militar especial” na Ucrânia visa desmilitarizar o país vizinho e que era a única maneira de a Rússia se defender, precisando o Kremlin que a ofensiva durará o tempo necessário.

O ataque foi condenado pela generalidade da comunidade internacional e a União Europeia e os Estados Unidos, entre outros, responderam com o envio de armas e munições para a Ucrânia e o reforço de sanções para isolar ainda mais Moscovo.

MLL // JPS

Publicidade
Falhas, erros, imprecisões, sugestões?
Por favor fale connosco via email para geral@lux24.lu.
Siga o LUX24 nas redes sociais. Use a #LUX24 nas suas publicações.
Faça download gratuito da nossa ‘app’ na Google Play ou na App Store.
Publicidade
Publicidade