[ARQUIVO] Russian President Vladimir Putin meets with United Nations Secretary-General Antonio Guterres on the sidelines of the St. Petersburg International Economic Forum (SPIEF) in Saint Petersburg on June 7, 2019. (Photo by Alexey NIKOLSKY / SPUTNIK / AFP)

O secretário-geral das Nações Unidas, o português António Guterres, visitará Moscovo, na Federação Russa, no dia 26 de abril, onde irá encontrar-se com o Presidente russo, Vladimir Putin.

Segundo nota enviada pelas Nações Unidas, Guterres terá em Moscovo uma reunião de trabalho e um almoço com o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei Lavrov, e será recebido pelo Presidente Vladimir Putin.

A confirmação da visita surge após um pedido feito na terça-feira passada pelo próprio secretário-geral, que, através de uma carta entregue à Missão Permanente da Federação Russa nas Nações Unidas, pediu para ser recebido por Putin.

Guterres pediu também que o chefe de Estado ucraniano, Volodymyr Zelensky, o receba em Kiev, mas ainda não foi informado se esse encontro acontecerá.

“O secretário-geral disse que, neste momento de grande perigo e consequências, gostaria de discutir medidas urgentes para trazer a paz à Ucrânia e o futuro do multilateralismo com base na Carta das Nações Unidas e no direito internacional”, disse na quarta-feira o porta-voz do secretário-geral, Stéphane Dujarric, observando que tanto a Ucrânia, quanto a Rússia, são membros fundadores das Nações Unidas e “sempre foram fortes apoiantes desta Organização”.

A viagem de Guterres à Rússia acontece num momento em que o secretário-geral da ONU está a ser duramente criticado pela sua alegada passividade em tomar medidas concretas para travar a guerra na Ucrânia.

Esta semana, mais de 200 antigos dirigentes da ONU dirigiram uma carta a António Guterres, com um apelo para que seja mais pró-activo em relação a esse conflito.

A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que já matou mais de dois mil civis, segundo dados da ONU, que alerta para a probabilidade de o número real ser muito maior.

A ofensiva causou já a fuga de mais de 12 milhões de pessoas, mais de cinco milhões das quais para fora do país.

ND com Lusa

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