A weapon near a sandbag sayng:"Putin is a dick" as members of the civil territorial defence unit, in Mala Racha village, controles a checkpoint in a road at Jitomir, Ukraine, 22 March 2022 as Russia's attack on Ukraine continues. Most of the civilians in this unit don't have military training or weapons experience but they are ready do defend their land. NUNO VEIGA/LUSA

Os Estados Unidos da América (EUA), juntamente com a França, Alemanha, Itália e Reino Unido, concordaram hoje em “continuar a trabalhar para isolar” Moscovo no cenário internacional e discutiram sanções económicas adicionais para a Rússia e a Bielorrússia.

Em comunicado, o porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, Ned Price, informou que essas discussões envolveram, ao nível dos respectivos Ministérios dos Negócios Estrangeiros, o secretário-geral francês, François Delattre, o director político alemão, Tjorven Bellmann, o secretário-geral italiano, Ettore Sequi, e o ministro de Estado do Reino Unido para a Europa e América do Norte, James Cleverly, além da vice-secretária de Estado norte-americana, Wendy Sherman.

Wendy Sherman, segundo a nota informativa, “condenou as tácticas cada vez mais brutais do Presidente [russo, Vladimir] Putin, que continuam a matar civis nesta guerra de escolha injustificada e não provocada”.

“Os participantes discutiram a importância de fornecer mais ajuda militar e humanitária à Ucrânia. Também discutiram medidas económicas adicionais para responsabilizar a Federação Russa e a Bielorrússia”, acrescenta o comunicado.

De acordo com Ned Price, todos os envolvidos concordaram igualmente em continuar a trabalhar para isolar a Rússia no cenário internacional devido à sua “flagrante violação do direito e dos princípios internacionais”.

A Rússia lançou na madrugada de 24 de março uma ofensiva militar na Ucrânia que causou já a fuga de dez milhões de pessoas, mais de 3,5 milhões das quais para os países vizinhos, de acordo com os mais recentes dados da ONU – a pior crise de refugiados na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Segundo as Nações Unidas, cerca de 13 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária na Ucrânia.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, e muitos países e organizações impuseram à Rússia sanções que atingem praticamente todos os sectores, da banca ao desporto.

A guerra na Ucrânia, que entrou hoje no 27.º dia, causou um número ainda por determinar de mortos civis e militares e, embora admitindo que “os números reais são consideravelmente mais elevados”, a organização confirmou hoje pelo menos 953 mortos e 1.557 feridos entre a população civil, incluindo 174 crianças.

MYMM // SCA

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