Uma manifestante seguram um retrato de Vladimir Putin durante um Cordão Humano pela Paz na Ucrânia que fez um percurso do Restelo até Belém, Lisboa, 26 de fevereiro de 2022. RODRIGO ANTUNES/LUSA

A Alemanha decidiu entregar “o mais rapidamente possível” à Ucrânia mil lança-roquetes e 500 mísseis terra-ar do tipo ‘Stinger’ para a ajudar o país a defender-se da invasão militar da Rússia, anunciou hoje o Governo.

“A agressão russa contra a Ucrânia marca uma mudança de era, ameaça a ordem estabelecida desde o pós-guerra”, disse o chanceler alemão, Olaf Scholz, em comunicado.

“Nesta situação, é nosso dever ajudar a Ucrânia o máximo possível para se defender contra o exército invasor de Vladimir Putin”, o Presidente russo, justifica o chefe do Governo alemão.

Esta decisão marca uma ruptura política e surge depois de Berlim ter sido fortemente criticada nas últimas semanas pelas autoridades ucranianas por se recusar a entregar armas a Kiev.

O Governo alemão tem-se defendido com base na política restritiva seguida pelo país desde o pós-guerra, proibindo as exportações de equipamentos “letais” para zonas de conflito.

Algum deste equipamento militar será entregue à Ucrânia pelos Países Baixos e outro pela Estónia, que o adquiriram à Alemanha e precisavam de luz verde de Berlim para poder reexportá-lo para Kiev, explicou uma fonte governamental citada pela agência France-Presse.

O Governo alemão anunciou também o envio para a Ucrânia de 14 veículos blindados, bem como de 10.000 toneladas de combustível, que serão entregues “via Polónia“.

“Outras medidas de apoio estão neste momento a ser estudadas”, disse a fonte governamental.

“Após o vergonhoso ataque da Rússia, a Ucrânia deve defender-se, tem um direito fundamental de se defender e o governo alemão apoia-o”, tinha dito anteriormente a ministra dos Negócios Estrangeiros, Annalena Baerbock, em comunicado.

Outros países, como a Bélgica e os Países Baixos, anunciaram também hoje o envio de armamento e combustível para a Ucrânia, respondendo a um pedido de ajuda de Kiev.

A Rússia invadiu a Ucrânia através da Bielorrússia ao norte, da Crimeia, território ucraniano que anexou em 2014, ao sul, e através do seu próprio território a nordeste e leste.

As autoridades ucranianas disseram hoje que pelo menos 198 pessoas foram mortas, incluindo civis, desde o início da invasão russa.

O ataque russo tem sido amplamente condenado em todo o mundo e vários países, com destaque para os ocidentais, aprovaram sanções económicas para punir o regime de Moscovo.

ANP // PAL

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