Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) - FOTO © International Atomic Energy Agency via Twitter

O chefe da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), Rafael Grossi, considerou hoje que os ataques à central nuclear ucraniana em Zaporíjia foram “absolutamente deliberados, direcionados” e classificou a situação como “extremamente grave”.

Uma boa dúzia de ataques” atingiu a central, segundo Grossi, que, sem atribuir responsabilidade às forças russas ou ucranianas, ficou indignado por haver quem considere uma central nuclear “um alvo militar legítimo”, afirmou numa entrevista ao canal de televisão francês BFMTV.

“Seja quem for, pare com essa loucura”, exortou Rafael Grossi, que insistiu: “Quem faz isto sabe perfeitamente o que pretende atingir. É absolutamente deliberado e direccionado”.

A Rússia e a Ucrânia trocaram acusações sobre a autoria dos ataques.

O ministério russo da Defesa diz que é claro que o bombardeamento da central se trata de uma provocação de Kiev para criar um desastre tecnológico na Central Nuclear de Zaporíjia.

Por seu turno, a Ucrânia desmente o Kremlin e acusa Moscovo de estar por trás dos ataques, alegando que a Rússia quer travar a reactivação dos reactores 5 e 6 da central de forma a impedir o abastecimento energético do país durante o inverno.

“A central está na linha de frente, há actividades militares que são muito difíceis de identificar, há pessoal russo e ucraniano em operação”, disse Grossi.

A AIEA, que tem dois inspectores na central, vai efectuar uma avaliação dos danos provocados pelos ataques.

Houve danos em zonas bastante sensíveis“, acrescentou Grossi, especificando que os reactores não foram afectados, mas sim a zona onde se encontram os combustíveis frescos e usados”.

Grossi disse esperar poder apresentar segunda-feira de manhã o balanço, e acrescentou que os inspectores não puderam sair hoje porque a situação é muito instável.

A Rússia, que invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro de 2022, ocupa militarmente o território da central e o Presidente russo, Vladimir Putin, reivindicou a sua anexação, bem como a de quatro regiões ucranianas.

Ao longo dos últimos meses, Moscovo e Kiev têm trocado acusações sobre ataques em Zaporíjia.

EL // JPS

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