Pelo menos uma pessoa ficou ferida na sequência de um incêndio de grandes proporções que ocorreu durante a tarde de hoje num armazém de maquinaria, pneus e outro material, na zona oeste da capital timorense, Díli, 13 setembro 2020. MANUEL PESTANA / LUSA
Pelo menos uma pessoa ficou ferida na sequência de um incêndio de grandes proporções que ocorreu durante a tarde de hoje num armazém de maquinaria, pneus e outro material, na zona oeste da capital timorense, Díli, 13 setembro 2020. MANUEL PESTANA / LUSA

Pelo menos uma pessoa ficou ferida na sequência de um incêndio de grandes proporções que ocorreu durante a tarde de hoje num armazém de maquinaria, pneus e outro material, na zona oeste da capital timorense, Díli.

O incêndio na zona de Bebonuk, que lançou uma espessa nuvem tóxica de fumo preto visível de toda a cidade, começou, segundo informações preliminares, por um problema eléctrico.

Material inflamável, incluindo pneus, tinta e diesel intensificaram as chamas que chegaram à altura dos fios eléctricos e que se alastraram depois para outro armazém vizinho onde estava equipamento e material médico.

O incêndio, que afectou as linhas eléctricas, levou a cortes de electricidade que se vão prolongar ainda durante várias horas, naquela zona da cidade.

Apesar dos esforços dos bombeiros timorenses, o fogo demorou várias horas a ser contido.

As carências no sector da protecção civil, incluindo os bombeiros, são patentes em casos de desastres como estes, onde os meios humanos e técnicos são insuficientes.

Auto-tanques de pequenas dimensões, mangueiras em mau estado – com buracos e grandes fugas – e falta de equipamento de protecção tornou o combate às chamas particularmente difícil.

O combate ao fogo só melhorou depois da chegada ao local de um auto-tanque com espuma da petrolífera indonésia Pertamina que tem perto da zona os seus depósitos de combustível.

Claudio Silva, comandante dos bombeiros timorenses, lamentou em declarações à Lusa a falta de condições da instituição, explicando que o combate ao incêndio só foi possível porque muitas empresas emprestaram os seus auto-tanques.

“Necessitamos urgentemente de equipamento e viaturas apropriadas. Este incêndio é de grande dimensão e só conseguimos controlar porque empresas de água, de construção vieram ajudar com os seus auto-tanques”.

Segundo referiu, mais de 10 viaturas de várias empresas juntaram-se aos bombeiros no combate ao incêndio que só ficou controlado várias horas depois.

“Estamos agora a trabalhar para controlar e evitar reacendimentos e para que não passe para outras estruturas”, referiu.

Com o crescimento populacional e perante a falta de qualquer planeamento urbano, a malha da cidade de Díli vive hoje elevados riscos de incêndios deste tipo, com armazéns, incluindo com material perigoso e inflamável, no meio de bairros habitacionais.

Maus sistemas eléctricos e outros problemas de armazenamento agravam os riscos numa cidade onde muita da habitação é ainda precária.

Igualmente patente no combate ao incêndio esteve a falta de uma estrutura integrada de resposta a desastres, demorando várias horas até que chegassem ao local polícias e uma ambulância.

O ferido, que foi tirado inanimado do local, teve de ser transportado para o hospital nas traseiras de uma pequena camioneta de caixa aberta.

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