(FOTO DE ARQUIVO) US President Joe Biden and German Chancellor Olaf Scholz attend a meeting of five G7 leaders on June 28, 2022 at Elmau Castle, southern Germany, on the last day of the G7 Summit. (Photo by Brendan SMIALOWSKI / AFP)

O chanceler alemão, Olaf Scholz, e o Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, debateram entre si o apoio à Ucrânia, numa conversa que antecede a reunião ministerial na base aérea dos Estados Unidos em Ramstein, na Alemanha.

Fontes da diplomacia alemã revelaram a conversa, onde ambos os líderes concordaram com a necessidade de apoiar Kiev “continuamente e em estreita colaboração”, noticiou a agência Efe.

Esta questão será um dos temas da reunião do Grupo de Contacto de Defesa da Ucrânia, que se realiza na sexta-feira (20), na base aérea dos Estados Unidos em Ramstein, na Alemanha.

Estarão presentes os chefes de Defesa dos EUA, Alemanha e outros aliados ocidentais da Ucrânia, bem como o secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg.

Do lado alemão estará o novo ministro da Defesa, Boris Pistorius, nomeado esta terça-feira por Scholz, após a demissão na segunda-feira da sua antecessora, Christine Lambrecht, fortemente criticada pela sua gestão.

Pistorius é um político “experiente”, que trará “a força e a calma necessárias nestes tempos” para a tarefa de modernizar as forças armadas alemãs, destacou Scholz, em reação à nomeação.

A Defesa é um ministério “chave” para responder à “agressão russa contra a Ucrânia”, apontou, por outro lado, o novo ministro alemão, que deverá tomar posse em 19 de janeiro perante o Bundestag (Parlamento federal).

Poucos dias depois do início da invasão da Ucrânia, em 24 de fevereiro do ano passado, o próprio Scholz anunciou perante o Bundestag um pacote de investimentos de 100.000 milhões de euros para atualizar o Exército alemão, após décadas de cortes orçamentais.

Ao mesmo tempo, anunciou o início do fornecimento de armas à Ucrânia, que quebrou a linha mantida pelos sucessivos governos federais alemães de não enviar armas para regiões em conflito.

A Alemanha já enviou vários materiais militares para a Ucrânia, incluindo carros de defesa blindados Gepard, prometeu enviar tanques Marder e esta segunda-feira começou com a transferência de três baterias do sistema de defesa antiaérea Patriot para a Polónia.

Actualmente, está a ser discutido o possível envio de carros de combate blindados do tipo Leopard que a Ucrânia solicita e para o qual Berlim tem sido pressionado por vários aliados.

Até agora, a Alemanha quis enquadrar o envio de armas em soluções conjuntas com outros aliados, principalmente os EUA, e é de se esperar que desta vez o mesmo aconteça.

Além da missão de modernização do Exército, Pistorius terá que organizar a retirada das tropas alemãs da missão no Mali, que deve começar em maio de 2024.

DMC // RBF

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