[arquivo] O secretário-geral da ONU, o português António Guterres - (Photo by Fabrice COFFRINI / AFP)

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, convocou uma conferência sobre a ajuda ao Afeganistão, que acontecerá no próximo dia 13, em Genebra, informou seu porta-voz esta sexta-feira (03).

O país, sob controle dos talibãs após 20 anos de guerra, enfrenta uma “catástrofe humanitária iminente”, alertou Stephane Dujarric.

“A conferência defenderá um aumento rápido no financiamento, para que as operações humanitárias, que salvam vidas, possam continuar, e pedirá um acesso humanitário total e desimpedido, para garantir que os afegãos continuem a contar com os serviços essenciais de que precisam”, disse em comunicado.

Dujarric pediu a protecção dos avanços no desenvolvimento do país, observando que os direitos das mulheres são uma parte essencial da estabilidade futura do Afeganistão.

Mesmo antes de os talibãs recuperarem o poder, em meados de agosto, o Afeganistão era fortemente dependente de ajuda externa: 40% do PIB do país vinha de fundos estrangeiros.

A ONU alertou que 18 milhões de pessoas no Afeganistão enfrentam um desastre humanitário e que outros 18 milhões podem rapidamente se juntar a elas. “Um em cada três afegãos não sabe qual será sua próxima refeição. Quase metade de todas as crianças com menos de 5 anos sofrerá de desnutrição aguda nos próximos 12 meses”, alertou Dujarric.

Os Estados Unidos encerraram sua guerra no Afeganistão em 30 de agosto, 15 dias após a queda do governo afegão e  de Cabul, que passaram para o controle do talibãs. Esses dias foram marcados por uma operação frenética liderada por Washington para retirar americanos, estrangeiros e afegãos que fugiam do novo regime.

Desde a retirada das forças americanas, os talibãs têm trabalhado com o Catar para tornar o aeroporto de Cabul, crucial para a obtenção de ajuda, novamente operacional.

Nesta quinta-feira, a ONU disse que retomou voos humanitários para partes do país, da capital do Paquistão, Islamabad, para Mazar-i-Sharif, no norte do Afeganistão, e Kandahar, no sul.

A companhia aérea afegã, Ariana Afghan Airlines, retomou os voos domésticos nesta sexta-feira, enquanto os Emirados Árabes enviaram um avião com ajuda médica e alimentar.

bur-st/swa/ad/mr/ap/lb/AFP

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