A Myanmar migrant living in Thailand holds a portrait of detained civilian leader Aung San Suu Kyi during a memorial in Bangkok on March 4, 2021 to honour those who died during demonstrations against the military coup in their homeland. (Photo by Lillian SUWANRUMPHA / AFP)

A líder deposta no golpe de Estado promovido pelos militares em Myanmar foi hoje condenada a mais quatro anos de prisão, num julgamento que poderá resultar em décadas de reclusão para Aung San Suu Kyi.

A galardoada com o Prémio Nobel da Paz em 1991, de 76 anos, sob prisão domiciliária desde o golpe militar de 01 de fevereiro de 2021, foi considerada culpada, entre outras coisas, de importar ilegalmente ‘walkie-talkies’, de acordo com uma fonte próxima do processo.

A ex-líder de Myanmar (antiga Birmânia) tinha sido condenada em dezembro a quatro anos de detenção por violação das restrições ao coronavírus, uma pena reduzida para dois anos pelos generais no poder, encontrando-se a cumprir esta primeira pena no local onde foi detida, incomunicável, desde a sua detenção há quase um ano.

Um porta-voz da junta, o major General Zaw Min Tun, confirmou o veredicto à agência de notícias France-Presse (AFP), dizendo que Suu Kyi permaneceria em prisão domiciliária enquanto fosse julgada.

A nova condenação “corre o risco de irritar ainda mais o povo birmanês”, disse Manny Maung, da organização não-governamental Human Rights Watch.

“Os militares estão a usar esta táctica de medo para a manter arbitrariamente detida” e para a manter fora da arena política, acrescentou.

JMC // JMC

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