O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa (C), acena aos populares durante o percurso entre o aeroporto internacional Osvaldo Vieira e o centro de Bissau, no início da visita oficial que decorre entre 17 e 18 de maio, em Bissau, na Guiné-Bissau, 17 de maio de 2021. JOSÉ SENA GOULÃO/LUSA

O Presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, foi ontem à noite saudado por uma multidão à chegada a Bissau, milhares de pessoas espalhadas continuamente ao longo dos cerca de oito quilómetros que distanciam o aeroporto do centro da cidade.

O chefe de Estado português levou duas horas a percorrer este trajecto, pela Avenida dos Combatentes da Liberdade da Pátria, grande parte do tempo acenando empoleirado na porta da viatura onde seguia acompanhado pela ministra de Estado e dos Negócios Estrangeiros da Guiné-Bissau, Suzi Barbosa.

Marcelo Rebelo de Sousa também saiu do carro para ir ao encontro da multidão efusiva, provocando grande agitação nas forças de segurança. À sua passagem, pessoas corriam e gritavam “Presi, Presi”, outras agradeciam a sua vinda, ao fim 31 anos sem uma visita oficial de um Presidente português a este país.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa (C), acena aos populares durante o percurso entre o aeroporto internacional Osvaldo Vieira e o centro de Bissau, no início da visita oficial que decorre entre 17 e 18 de maio, em Bissau, na Guiné-Bissau, 17 de maio de 2021. JOSÉ SENA GOULÃO/LUSA

Também se ouvia o nome do Presidente guineense, Umaro Sissoco Embaló, e pedidos de vistos para entrar em Portugal: “Visa, visa”.

Já no final da avenida, artistas cantavam e dançavam num palco improvisado no cimo de um camião, que acompanhou parte do percurso da longa comitiva de Marcelo Rebelo de Sousa, composta por dezenas de viaturas.

O chefe de Estado saiu do Aeroporto Internacional Osvaldo Vieira pelas 20:10 locais (22:10 no Luxemburgo) e chegou ao destino, uma unidade hoteleira onde o esperavam representantes da comunidade portuguesa na Guiné-Bissau, duas horas depois.

Junto ao hotel, ainda fez um desvio para ir cumprimentar mais pessoas que se concentravam do outro lado da estrada.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, acompanhado pela ministra de Estado e Negócios Estrangeiros da Guiné-Bissau, Suzi Barbosa (D), à chegada ao aeroporto internacional Osvaldo Vieira, no início da visita oficial que decorre entre 17 e 18 de maio, em Bissau, na Guiné-Bissau, 17 de maio de 2021. JOSÉ SENA GOULÃO/LUSA

Depois, perante os representantes da comunidade portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa pediu desculpa pelo atraso de mais de três horas e disse que procurou “corresponder às expectativas de muitos guineenses” que, no seu entender, queriam ver e contactar mais de perto mais com o Presidente português.

“Eu decidi sacrificar a família próxima – tem sido isso o meu mandato primeiro e o meu começo de mandato segundo – em benefício da família mais ampla. Foi isso que eu fiz”, comparou.

Segundo o chefe de Estado, “para além daquilo que é próprio destas manifestações, e que tem alguma preparação colectiva, havia depois traços espontâneos” e foi “muito emocionante” encontrar “referências múltiplas e expressas a Portugal e aos portugueses” ao longo deste trajecto, desde símbolos futebolísticos a mensagens de antigos combatentes.

“Penso que fiz a diferença para uns milhares de guineenses, e era isso que importava para Portugal, e por isso as compatriotas e os compatriotas me perdoarão por essa longa espera que eu acho que tem justificação”, considerou.

Populares saúdam o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa (ausente na fotografia), durante o seu percurso entre o aeroporto internacional Osvaldo Vieira e o centro de Bissau, no início da visita oficial que decorre entre 17 e 18 de maio, em Bissau, na Guiné-Bissau, 17 de maio de 2021. JOSÉ SENA GOULÃO/LUSA

IEL/MSE // JMC

Publicidade
Falhas, erros, imprecisões, sugestões?
Por favor fale connosco.
Publicidade