A França e os países do G5 Sahel (Níger, Chade, Mauritânia, Burkina Faso e Mali), reunidos na cimeira de Pau, França, anunciaram, numa declaração conjunta, que vão fortalecer a cooperação militar contra ataques ‘jihadistas’ na região.

Os presidentes dos países do G5 Sahel, reunidos por iniciativa do chefe de Estado francês, Emmanuel Macron, também “expressaram o desejo de que continue o envolvimento militar da França no Sahel”, numa resposta contra a ascensão do sentimento antifrancês, que foi denunciada por Paris.

Os presidentes de cinco países do Sahel, face às ofensivas ‘jihadistas’ cada vez mais sangrentas, esperam poder contar com o “apoio crucial” dos Estados Unidos, que pretende reduzir a sua presença militar na região.

No final da cimeira, Emmanuel Macron anunciou o envio de mais 220 soldados para o Sahel, para fortalecer a força militar francesa Barkhane de combate ao terrorismo ‘jihadista’ na região.

“Decidi dar capacidades adicionais de combate: 220 soldados reforçarão as tropas de Barkhane”, que já contam com 4.500 homens, afirmou o Presidente francês.

Na sua declaração, Emmanuel Macron denunciou as “potências estrangeiras” que alimentam o discurso antifrancês no Sahel e disse que, na luta anti-‘jihadista’ “espera” ser capaz de convencer o Presidente norte-americano, Donal Trump, a manter as forças dos EUA em África.

“Espero poder convencer o Presidente Trump de que a luta contra o terrorismo também está a ocorrer nesta região e que o assunto líbio não pode ser separado da situação no Sahel e na região do lago Chade”, afirmou Macron, mencionando o risco de “proliferação do terrorismo” em caso de falha.

Quanto aos movimentos anti-França no Sahel, Macron declarou: “Os discursos que ouvi nas últimas semanas são indignos (…), porque servem outros interesses, seja de grupos terroristas (…) ou de outras potências estrangeiras, que simplesmente querem ver os europeus afastados dali, porque têm a sua própria agenda, uma agenda de mercenários”.

O Presidente francês sublinhou que o exército francês “está no Sahel pela segurança e estabilidade” da região e não por “outros interesses”.

Os Estados Unidos da América admitiram reduzir a sua presença militar em África, o que pode colocar em risco os esforços feitos pelos europeus para ajudar a região na luta contra os grupos ‘jihadistas’.

“[Os recursos do Pentágono dedicados à África ou ao Médio Oriente] podem ser reduzidos e depois redirecionados, para melhorar a preparação das nossas forças nos Estados Unidos ou no Pacífico”, afirmou o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas dos EUA, general Mark Milley, à chegada a Bruxelas, na madrugada de hoje, para uma reunião do Comité Militar da NATO, que se realiza entre terça e quarta-feira.

Os Estados Unidos querem reduzir o número de soldados destacados em toda a África nos próximos anos e concentrar-se mais em responder às ameaças colocadas por russos e, especialmente, chineses.

O exército norte-americano desloca por rotação em África cerca de 7.000 soldados das forças especiais que estão a realizar operações conjuntas com os exércitos nacionais contra os grupos extremistas e ‘jihadistas’, principalmente na Somália.

Além disso, 2.000 soldados do exército realizam missões de treino em cerca de 40 países africanos e participam nas operações de cooperação, em particular com as forças francesas da Operação Barkhane, no Mali, às quais prestam, principalmente, assistência logística.

 

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