A local resident stands among the wreckage at the site of the crash of a Malaysia Airlines plane carrying 298 people from Amsterdam to Kuala Lumpur in Grabove, in rebel-held east Ukraine, on July 19, 2014. Ukraine and pro-Russian insurgents agreed on July 19 to set up a security zone around the crash site of a Malaysian jet whose downing in the rebel-held east has drawn global condemnation of the Kremlin. Outraged world leaders have demanded Russia's immediate cooperation in a prompt and independent probe into the shooting down on July 17 of flight MH17 with 298 people on board. AFP PHOTO/ ALEXANDER KHUDOTEPLY (Photo by Alexander KHUDOTEPLY / AFP)

A União Europeia (UE) e os Estados Unidos (EUA) congratularam-se quinta-feira (17) com a sentença de prisão perpétua para dois russos e um ucraniano pela responsabilidade na queda do voo malaio MH17 no leste da Ucrânia, em 2014.

O alto representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros, Josep Borrell, disse que a decisão judicial é “um primeiro passo importante no caminho da verdade e da responsabilidade“, oito anos depois da tragédia.

O chefe da diplomacia norte-americana, Antony Blinken, acrescentou que a decisão do tribunal distrital de Haia “é um momento importante nos esforços contínuos para fazer justiça às 298 pessoas que perderam a vida”, referindo-se ao acidente de 17 de julho de 2014.

“A decisão de hoje [ontem] é o resultado do trabalho sustentado de uma equipa de investigação conjunta composta por autoridades dos Países Baixos, Austrália, Bélgica, Malásia e Ucrânia”, recordou Blinken.

“O veredicto de hoje [ontem] é um primeiro passo importante no caminho para a verdade”, comentou Borrell, num comunicado após a decisão do tribunal que condenou os russos Igor “Strelkov” Girkin, à revelia, e Sergei Dubinsky e o ucraniano Leonid Kharchenko, pelo assassínio dos 298 passageiros que estavam a bordo do avião abatido.

Em nome da UE, Borrell reiterou o apelo à Rússia para “aceitar a sua responsabilidade nesta tragédia e cooperar plenamente com as investigações em curso”.

A investigação criminal sobre o envolvimento de outras pessoas ainda está em curso, bem como os processos contra o Estado russo no Tribunal Europeu de Direitos Humanos e na Organização Internacional de Aviação Civil.

O alto comissário europeu disse ainda que a UE tem solicitado repetidamente que as circunstâncias sejam rapidamente esclarecidas e que seja realizada uma investigação internacional para esclarecer plenamente esta tragédia.

A picture taken on July 18, 2014 shows the wreckages of the Malaysia Airlines jet carrying 298 people from Amsterdam to Kuala Lumpur a day after it crashed, near the town of Shaktarsk, in rebel-held east Ukraine. Pro-Russian rebels fighting central Kiev authorities claimed on July 17 that the Malaysian airline that crashed in Ukraine had been shot down by a Ukrainian jet. The head of Ukraine’s air traffic control agency said Thursday that the crew of the Malaysia Airlines jet that crashed in the separatist east had reported no problems during flight. All 298 people on board Flight MH17 died when the plane crashed. AFP PHOTO/DOMINIQUE FAGET (Photo by DOMINIQUE FAGET / AFP)

Há oito anos, a UE lamentou a perda de “vidas inocentes” e expressou a consternação com as notícias sobre as circunstâncias do abate de um voo da Malaysian Airlines, que viajava de Amesterdão para Kuala Lumpur sobre território ucraniano.

A Rússia negou sempre qualquer responsabilidade no caso, e resistiu a entregar os nacionais suspeitos, até porque a Constituição russa não permite a extradição de cidadãos russos para serem julgados em países terceiros.

RJP // RBF

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