[FILES] People protest in front of the White House where President Donald J. Trump is staying during election night, in Washington, DC, USA, 03 November 2020, USA, 23 October 2020. Americans voted for the presidential election to choose between re-electing Donald J. Trump or electing Joe Biden as the 46th President of the United States to serve from 2021 through 2024. MARIO CRUZ/LUSA

A Câmara dos Representantes dos Estado dos Estados Unidos da América aprovou hoje a instauração de um processo de destituição ao Presidente cessante, Donald Trump, acusado de ter incitado um ataque ao Capitólio na semana passada.

A impugnação foi aprovada com 232 votos a favor, incluindo de 10 republicanos, e 197 contra, anunciou a presidente da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi.

Com a aprovação da resolução n.º 24, que responsabiliza Donald Trump pela invasão ao Congresso no passado dia 06, este torna-se assim no primeiro Presidente norte-americano a ser alvo de dois ‘impeachments’ pela Câmara dos Representantes.

A decisão acontece uma semana antes da tomada de posse do seu sucessor, o democrata Joe Biden, Presidente eleito pelas eleições de 03 de novembro de 2020.

Apesar da obtenção de uma maioria na Câmara de Representantes para iniciar o julgamento político de Trump, é necessária a aprovação de uma maioria de 2/3 no Senado, ainda controlado pelos republicanos, para conseguir a sua remoção do Presidente cessante.

Um afastamento de Trump não deverá ocorrer antes da tomada de posse de Biden, no dia 20, depois de o líder da maioria republicana no Senado, Mitch McConnell, ter dito que não convocará a câmara alta norte-americana antes de 19 de janeiro.

Mitch McConnell enviou uma nota aos seus colegas de bancada, na segunda-feira, explicando que, se vier a receber o artigo de destituição do Presidente, apenas aceitará a sua apreciação no Senado no dia 19 de janeiro, ou seja, na véspera de tomada de posse de Biden.

Contudo, o líder da minoria democrata no Senado, Chuck Schumer, já anunciou que vai tentar que seja admitida a invocação de urgência do artigo de destituição, para que o julgamento político possa ser iniciado ainda esta semana.

Durante o dia de hoje, McConnell admitiu não descartar a possibilidade de votar a favor da destituição de Trump no caso de um julgamento no Senado.

“Não tomei uma decisão final sobre o meu voto. Pretendo ouvir os argumentos jurídicos quando forem apresentados ao Senado”, escreveu McConnell aos colegas republicanos numa nota tornada pública.

O artigo para o novo processo de ‘impeachment’ de Donald Trump foi apresentado na Câmara dos Representantes, na segunda-feira, acusando o líder republicano de “incitação a insurreição” por ter induzido os seus apoiantes a assaltar o Capitólio, na passada quarta-feira.

Os democratas lutam agora contra o relógio, para conseguir que o artigo de destituição seja aprovado na Câmara e levado a tempo de ser votado no Senado, antes da tomada de posse do Presidente eleito, Joe Biden, em 20 de janeiro.

Os democratas dizem estar convencidos de que, ao contrário do que aconteceu no primeiro processo de destituição de Trump, no início de 2020, desta vez, numerosos republicanos na Câmara de Representantes e no Senado quererão aprovar a remoção do Presidente do seu cargo.

Se o Senado aprovar a destituição de Trump, o Presidente perde os seus poderes no imediato, sendo substituído pelo vice-Presidente até à tomada de posse de Biden, e jamais poderá voltar a recandidatar-se a um novo mandato presidencial.

Apoiantes do Presidente cessante dos EUA, Donald Trump, entraram em confronto com as autoridades e invadiram o Capitólio, em Washington, no passado dia 06, enquanto os membros do congresso estavam reunidos para formalizar a vitória do Presidente eleito, Joe Biden, nas eleições de novembro.

Pelo menos cinco pessoas morreram durante esta invasão, incluindo um agente da Polícia do Capitólio.

JYO (RJP/JSD) // RBF

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