Former President George W Bush speaks at the 20th Anniversary remembrance of the September 11, 2001 terrorist attacks at the Flight 93 National Memorial on September 11, 2021 in Shanksville, Pennsylvania. (Photo by JEFF SWENSEN / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP)

O ex-Presidente dos Estados Unidos George W. Bush defendeu hoje que o país deve lutar contra os extremistas violentos, dentro e fora de fronteiras, no vigésimo aniversário dos ataques de 11 de setembro.

Bush – que era Presidente dos EUA à época dos atentados de 11 de setembro – discursou em Shanksville, na Pensilvânia, na cerimónia em memória das vítimas do voo United 93 que impediram um quarto atentado, após fazerem despenhar o avião naquele local.

O ex-Presidente referiu-se aos extremistas dentro e fora dos EUA que partilham não só o “desprezo pelo pluralismo” e a sua “indiferença pela vida humana”, mas também a sua “determinação em profanar os símbolos do país”.

Desta forma, Bush aludiu implicitamente a um episódio recente na história americana – o ataque ao Capitólio em 06 de janeiro, perpetrado por partidários do ex-Presidente Donald Trump -, um incidente que Bush condenou em várias ocasiões.

Para George W. Bush, os extremistas violentos domésticos e estrangeiros “são filhos do mesmo espírito infame”, dizendo que é dever das autoridades enfrentá-los.

Bush lembrou os momentos seguintes aos ataques de 2001, dizendo que teve “orgulho em liderar um povo impressionante, resiliente e unido”.

Na cerimónia em Shanksville, da qual participou igualmente a vice-Presidente, Kamala Harris, Bush lembrou o heroísmo dos passageiros do voo 93 da United Airlines, referindo-se a eles como um “grupo excecional” de americanos, bravos, fortes e unidos”, vítimas que enfrentaram uma situação “impossível” e que depois de “confortar” as suas famílias com seus telefonemas e recados entraram em “ação” e “derrotaram os desígnios do diabo”.

O voo 93 da United Airlines cumpria a rota entre o aeroporto de Newark (Nova Jersey) e São Francisco, quando, na manhã do dia 11 de setembro, caiu em campo aberto em Shanksville (Pensilvânia), segundo a versão oficial.

De acordo com esta versão, os passageiros do avião intervieram para impedir que o avião servisse para atingir outro alvo em Washington, depois de saberem que os terroristas tinham sequestrado três outros aviões que colidiram com as Torres Gémeas em Nova York e com o prédio do Pentágono em Arlington (Virgínia).

Todos os 37 passageiros do avião, incluindo quatro sequestradores da Al-Qaida, e todos os sete tripulantes morreram no incidente na Pensilvânia.

RJP // MAG

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