A chanceler alemã, Angela Merkel - FOTO: FABRIZIO BENSCH / POOL / AFP / ALTERNATIVE CROP

A chanceler alemã, Angela Merkel, defendeu que as restrições impostas na Alemanha permitiram conter a propagação de novas infecções de covid-19 e apelou à população para reduzir ainda mais os contactos ao mínimo.

“Ainda nos resta um longo caminho a percorrer, mas a boa notícia é que conseguimos parar o crescimento exponencial” do vírus, congratulou-se Merkel numa conferência de imprensa realizada após uma reunião com os líderes dos governos regionais.

Ontem, as autoridades de saúde alemãs indicaram terem registado nas últimas 24 horas 10.824 novas infecções pelo novo coronavírus, cerca de 6.100 a menos do que no domingo e longe do máximo de 23.542 atingido na sexta-feira.

Na segunda-feira da semana passada, o número de novas infecções era de 13.363, cerca de 2.500 a mais do que hoje.

Segundo dados do Instituto Robert Koch (RKI) actualizados na última meia-noite, os positivos registados desde que foi anunciado o primeiro contágio no país, no final de janeiro, chegam a 801.327, com 12.547 mortes, mais 62 em 24 horas.

No conjunto da Alemanha, a incidência cumulativa nos últimos sete dias é de 143,3 casos por 100.000 habitantes.

O número de pacientes com covid-19 em unidades de terapia intensiva no domingo era de 3.385, dos quais 1.923 recebem ventilação assistida, segundo dados da Associação Interdisciplinar Alemã de Terapia Intensiva e Medicina de Emergência (DIVI).

Há um mês, a 15 de outubro, o número de pacientes nos cuidados intensivos era de 655.

Actualmente, 21.229 camas de cuidados intensivos estão ocupadas e 6.899 estão livres.

O factor de contágio (R) que considera as infecções em um intervalo de sete dias em relação aos sete anteriores, e que reflecte a evolução das infecções de 8 a 16 dias atrás, está fixado em 1,03, o que implica que cada pessoa infectada contamina outra pessoa, em média.

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