A França registou 508 mortes nas últimas 24 horas devido à covid-19, elevando assim o número total de mortos no país para 45.054 pessoas desde o início da pandemia, anunciaram hoje as autoridades francesas.

Apesar dos indicadores da disseminação do vírus estarem a melhorar no país, o primeiro-ministro indicou esta segunda-feira a vários líderes religiosos que as celebrações religiosas só devem voltar a ser autorizadas a partir de 01 de dezembro, data da possível reabertura de todos os estabelecimentos comerciais.

“O primeiro-ministro disse que estava pronto a aligeirar o regime em vigor a partir de 01 de dezembro”, disse Eric de Moulins-Beaufort, presidente da Conferência de Bispos de França, em declarações à AFP, acrescentando que haverá um protocolo sanitário ainda mais restrito para este género de celebrações.

O número de hospitalizações em França está agora em 33.466 pacientes.

Foram registados 9.406 novos casos de covid-19 desde domingo, tendo já sido registados no total 1.991.233 casos no país. A taxa de positividade dos testes é de 16,4%.

Reino Unido registou 21.363 novas infeções e 213 mortes

O Reino Unido registou 21.363 novas infecções e 213 mortes de covid-19 nas últimas 24 horas, anunciou hoje o Ministério da Saúde britânico.

No domingo tinham sido registados 24.962 novos casos de covid-19 e 168 mortes, porém a média dos últimos sete dias foi sido de 25.331 infecções e de 416 mortes por dia.

O total acumulado desde o início da pandemia de covid-19 no Reino Unido é agora de 1.390.681 contágios confirmados e de 52.147 óbitos registados num período de 28 dias após as vítimas terem recebido um teste positivo.

Segundo os últimos dados do governo, divulgados, estão hospitalizados 14.915 pacientes com a covid-19.

Hoje o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, disse estar a sentir-se “muito bem”, um dia após entrar em isolamento profilático por ter estado em contacto com uma pessoa infectada pelo novo coronavírus, o deputado Lee Anderson, com quem se reuniu na residência oficial em Downing Street.

O chefe do executivo foi contactado pelo serviço de detecção e rastreamento de casos de SARS-CoV-2 dos serviços de saúde pública britânicos e vai ter de permanecer pelo menos 14 dias em quarentena, apesar de não ter sintomas e ter sido infectado em abril, quando passou uma semana hospitalizado.

Entretanto, o Governo britânico revelou ter garantido junto da biotecnologia norte-americana Moderna cinco milhões de doses da sua vacina contra a covid-19 cujos resultados preliminares publicados hoje mostram uma eficácia de cerca de 95%.

Até agora, o Reino Unido fez encomendas de 350 milhões de doses de seis outros projectos de vacina, três dos quais na fase final de testes clínicos.

Um teste com voluntários à vacina da Janssen arrancou hoje no Reino Unido, e o ministro da Saúde, Matt Hancock, disse à BBC que o Reino Unido poderá iniciar a distribuição da vacina Pfizer ainda antes do Natal, se for aprovada pelos reguladores.

Espanha teve 38.273 casos no fim de semana e 484 óbitos

Espanha registou desde sexta-feira 38.273 casos de covid-19, o que indica uma tendência para a descida de novos casos, mas que faz subir o número total de infectados para 1.496.864, segundo números divulgados hoje pelo Ministério da Saúde espanhol.

O país tem ainda mais 484 mortos devido à doença notificados durante o fim de semana, aumentando o total de óbitos para 41.253.

Deram entrada nos hospitais com a doença nas últimas 24 horas 1.520 pessoas, das quais 276 na Andaluzia, 272 na Catalunha, 159 em Castela-Leão e 163 em Madrid.

Em todo o país há 20.452 pessoas hospitalizadas com a covid-19, o que corresponde a 16,54% das camas, das quais 3.156 pacientes em unidades de cuidados intensivos, o que corresponde a 32,80% das camas desse serviço.

O nível de incidência acumulada em Espanha estabilizou hoje nos 470 casos diagnosticados (menos 28 do que na última sexta-feira) por 100.000 habitantes nos últimos 14 dias, sendo as regiões com os níveis mais elevados a de Ceuta (873), Castela e Leão (792), Aragão (733), País Basco (758), Rioja (736), Melilla (676), Navarra (591) e Catalunha (530).

Itália soma 504 óbitos e 27.354 novos contágios nas últimas 24 horas

A Itália registou 504 óbitos associados à doença covid-19 nas últimas 24 horas, divulgaram hoje as autoridades italianas, que também confirmaram o diagnóstico de 27.354 novas infecções pelo novo coronavírus no mesmo período.

Este indicador de novos contágios é o valor mais baixo em uma semana, mas também reflecte a habitual contracção verificada às segundas-feiras devido ao número de testes de diagnóstico realizados no país.

No domingo, foram realizados cerca de 152.000 testes, contra os 200.000 contabilizados no dia anterior.

Em termos totais, Itália contabiliza, até à data, 1.205.881 casos de pessoas que ficaram infectadas pelo novo coronavírus, de acordo com os dados fornecidos pelas autoridades italianas.

Com a contabilização destas 504 novas vítimas mortais, o número total de mortes registadas no país desde o início da crise pandémica, em 21 de fevereiro, sobe para 45.733, segundo o boletim informativo do Ministério da Saúde italiano.

Em termos dos casos positivos que estão actualmente activos em Itália, as autoridades apontam para 717.784, dos quais a grande maioria são doentes que estão nas respectivas casas com sintomas ligeiros da doença ou estão assintomáticos.

Apesar desta maioria, a pressão sobre os hospitais italianos mantém-se forte, com o registo de 36.028 pessoas hospitalizadas (mais 559 em relação ao dia anterior), das quais 3.492 estão em unidades de cuidados intensivos (mais 70 em comparação ao dia anterior).

As regiões com os piores números verificados nas últimas 24 horas são a Lombardia (norte), o epicentro da pandemia no território italiano desde o início da crise sanitária, com 4.128 novos casos, seguindo-se a Campânia (sul), com 4.079, e Piemonte (norte), com 3.476.

O ministro da Saúde italiano, Roberto Speranza, declarou hoje que a curva epidemiológica do país “está a estabilizar-se” após as últimas medidas restritivas estabelecidas por decreto governamental, nomeadamente em sete regiões particularmente ameaçadas e que se encontram sob confinamento.

“Ainda é muito cedo para dizer, mas existem razões válidas para acreditar que as últimas medidas estão a começar a dar frutos. Os próximos sete dias serão decisivos”, disse o ministro numa entrevista ao jornal italiano La Stampa.

Para tentar travar a progressão dos contágios, o Governo italiano decretou até 03 de dezembro um recolher nocturno nacional obrigatório e encerrou várias actividades, como cinemas, teatros, museus, piscinas, ginásios e salas de espectáculos.

Os bares e os restaurantes também estão a fechar mais cedo.

Também dividiu as regiões italianas em três zonas – amarela, laranja e vermelha – que são definidas com base no nível de risco da pandemia. Em função da cor, são definidas mais medidas restritivas a aplicar.

Actualmente, sete regiões estão no nível mais elevado, vermelho, e a viverem sob medidas de confinamento, que são, no entanto, menos severas em comparação com o confinamento decretado na primavera.

As sete regiões são: Lombardia, Piemonte, Vale de Aosta, Toscana, Trentino-Alto Adige, Campânia e Calábria.

O Governo italiano está a trabalhar, entretanto, num plano de distribuição das futuras vacinas anti-covid 19, assim que estas estejam disponíveis no mercado.

Roberto Speranza precisou que o plano prevê, numa primeira fase, a administração de cerca de 1,7 milhões de doses a profissionais do sector da saúde e em lares e residências seniores.

Para uma “vacinação em massa”, o ministro italiano anteviu que a população terá de esperar até ao segundo semestre de 2021.

Também foi hoje divulgado que o Governo italiano afastou de funções o responsável regional da Saúde da Calábria (sul), Giuseppe Zuccatelli, menos de 10 dias depois da sua nomeação.

O afastamento surge após a divulgação de um vídeo no qual o responsável regional afirma que o uso de máscara é inútil.

A Calábria é a região mais pobre do país e é uma das sete regiões italianas que está no nível “vermelho”, nomeadamente por causa da precariedade do seu sistema hospitalar.

A pandemia da doença covid-19 já provocou pelo menos 1.319.561 mortos resultantes de mais de 54,4 milhões de casos de infecção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus (SARS-Cov-2) detectado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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