A França registou 456 mortes nos hospitais nas últimas 24 horas e 476 mortos em lares nos últimos quatro dias, elevando o total de mortos para 43.892 pessoas desde o início da pandemia, anunciaram hoje as autoridades francesas.

O número de vítimas nos lares de terceira idade é actualizado apenas de quatro em quatro dias, não sendo assim representativo do número de mortes diárias. Desde o início da pandemia, já faleceram nos lares franceses 13.739 pessoas devido ao vírus.

O número de doentes infectados com covid-19 que estão hospitalizados em França pode estar numa tendência de diminuição, com 32.468 internados registados hoje pelas autoridades francesas, face aos 32.707 na sexta-feira.

A redução no número de internados em França pode ser interpretado como um efeito do confinamento em vigor naquele país desde 30 de outubro, noticia a agência EFE.

O número de infectados com covid-19 hospitalizados caiu ligeiramente para 32.468, em comparação com 32.707 na sexta-feira.

Ainda assim, o número permanece acima do pico de 32.292 que havia sido atingido em abril durante a primeira vaga da pandemia.

O número de doentes internados na unidade de cuidados intensivos também pode estar numa tendência de diminuição.

Hoje há 4.855 doentes infectados nos cuidados intensivos, face aos 4.903 registados na sexta-feira.

Estes números continua bem abaixo dos 7.148 que estiveram em cuidados intensivos no pico registado em 08 de abril.

A Agência de Saúde Pública francesa registou ainda 359 mortes de doentes infectados com o novo coronavírus em hospitais nas últimas 24 horas, um número inferior às 467 mortes assinaladas na sexta-feira.

Este número, no entanto, não inclui os óbitos em residências, que apenas são actualizados duas vezes por semana, às terças e sextas-feiras.

O total de mortos desde o início da pandemia em França é de 44.246.

O confinamento em França está em vigor pelo menos até 01 de dezembro.

O primeiro-ministro, Jean Castex, alertou na quinta-feira que, embora lojas consideradas não essenciais possam reabrir a partir daquela data, os bares, restaurantes ou ginásios irão permanecer encerrados.

Apesar dos protestos por parte dos sectores mais afectados com o confinamento crescerem de tom, o governante, em entrevista ao Le Monde divulgada hoje, assegurou que vai manter a segurança sanitária como prioridade, à frente da economia.

E alertou ainda que será necessário a população habituar-se a viver com o vírus nos próximos meses.

“As reuniões familiares e sociais não poderão acontecer tão cedo”, atirou Jean Castex, que considera que a normalidade apenas será possível com a chegada das vacinas.

Itália regista 37.255 infecções pelo novo coronavírus e 544 mortes nas últimas 24 horas

A Itália registou 37.255 novas infecções por covid-19 nas últimas 24 horas, um dos números mais altos de toda a crise sanitária, além de 544 mortes, embora os especialistas detectem uma ligeira “desaceleração” na disseminação do vírus.

No total, 1.144.551 pessoas foram infectadas no país desde o início da pandemia, em meados de fevereiro, as últimas 37.255 detectadas nas últimas 24 horas são inferiores às quase 41.000 de sexta-feira, embora tenham sido realizados menos testes.

Por outro lado, num único dia foram registados 544 óbitos, o quinto pior número desde meados de abril e que aumenta o total para 44.683 vítimas mortais.

Actualmente, o país tem 688.435 doentes com covid-19 e, apesar de a maioria não apresentar sintomas ou estar isolada em casa, continua a aumentar a pressão nos hospitais, com 34.704 pacientes internados (560 a mais do que na sexta-feira) e 3.306 em Unidades de Cuidados Intensivos (UCI) (mais 76).

As regiões com mais casos continuam a ser a Lombardia (8.129), Piemonte (4.471), Véneto (3.578) e Campânia (3.351).

Enquanto isso, os especialistas vislumbram uma “desaceleração” no avanço do vírus nesta segunda vaga da pandemia, apesar do alto número de casos, por isso insistiram hoje na necessidade do cumprimento das regras sanitárias.

O presidente do Conselho Superior de Saúde, Franco Locatelli, explicou em conferência de imprensa que na sexta-feira, pelo quarto dia consecutivo, houve uma redução nas entradas nas UCI e também uma contracção no índice de transmissão do vírus.

“Isto indica que a estratégia levada a cabo funciona e há uma desaceleração que, obviamente, ainda não foi confirmada”, apontou.

Porém, essa desaceleração no avanço da pandemia não significa que a curva esteja a diminuir, alertou o presidente do Instituto Superior de Saúde, Silvio Brusaferro.

“O número de infecções ainda é significativo e, portanto, não devemos baixar a guarda”, alertou.

Reino Unido regista 26.860 novos casos de covid-19 e 462 mortes nas últimas 24 horas

O Reino Unido registou hoje nova subida do número de casos de covid-19, com 26.860 nas últimas 24 horas, e mais 462 mortes, de acordo com os últimos números oficiais.

Com estes dados, o total de óbitos subiu para 51.766 desde o início da pandemia e o total de contágios chega a 1.344.356.

Estes números foram revelados enquanto os ingleses cumprem um confinamento, com lojas não essenciais encerradas, embora as escolas e universidades continuem abertas e o teletrabalho seja recomendado.

Este confinamento vai durar até 02 de dezembro, quando o Governo vai rever a situação de saúde antes de decidir se o vai levantar ou estender as restrições.

A Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte mantêm várias restrições para conter a pandemia.

O Governo informou recentemente que o país está pronto para iniciar um programa de vacinação maciça contra a covid-19 a 01 de dezembro, se a vacina desenvolvida pela Pfizer-BioNTech ou alguma outra receber o aval dos reguladores.

Alemanha contabiliza 22.461 novos casos nas últimas 24 horas

A Alemanha contabilizou hoje 22.461 novos casos de infecção com o novo coronavírus nas últimas 24 horas, uma descida de pouco mais de mil infecções em relação ao dia anterior, que registou o máximo diário de 23.542.

Os números, divulgados pelo Instituto Robert Koch (RKI), anunciam também mais 178 mortes relacionadas com a doença covid-19. No dia anterior tinham sido reportados 218 óbitos.

A incidência cumulativa em sete dias, por 100.000 habitantes, foi de 130 casos, acima das 50 infecções definidas pelo instituto como limite a partir do qual se entra na classificação de zona de risco.

Desde o início da pandemia, a Alemanha totaliza 12.378 vítimas mortais e 773.556 contágios, dos quais cerca de 493.200 recuperaram da infecção.

Os números de hoje são indicativos da perspectiva de desaceleração da pandemia na Alemanha que o RKI tinha sugerido na última semana, embora o instituto e o Governo alemão estejam cautelosos perante uma evolução que não pode ser considerada consolidada.

A Alemanha encontra-se desde o início de novembro numa nova fase, a durar previsivelmente até final do mês, que implica o encerramento da restauração, da vida nocturna e cultural e do desporto em espaços fechados, para além das restrições dos contactos pessoais, mas lojas e escolas permanecem abertas.

A chanceler alemã Ângela Merkel deverá reunir-se na segunda-feira com responsáveis regionais para discutir a evolução da pandemia.

Fontes governamentais citadas por agências internacionais indicaram que não é esperada uma redução das limitações actuais, dado o número de incidência cumulativa largamente superior ao definido pelo RKI, cujos critérios são utilizados pelo Governo e pelos poderes regionais para tomar decisões.

No entanto, a incidência cumulativa difere de região para região, cifrando-se nos 195 casos na região da capital, Berlim, enquanto na zona de Mecklenburgo-Pomerânia Ocidental o número situa-se nos 42 casos por cada 100.000 habitantes.

Durante a pandemia, o Governo federal e as respectivas regiões tentaram actuar em conjunto na aplicação das restrições, mas a implementação das medidas é efectuada por cada região, que actuam de acordo com os seus critérios e incidência territorial.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.305.039 mortos resultantes de mais de 53,4 milhões de casos de infecção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Na Europa, o maior número de vítimas mortais regista-se no Reino Unido (51.304 mortos, mais de 1,3 milhões de casos), seguindo-se Itália (44.139 mortos, mais de 1,1 milhões de casos), França (43.892 mortos, cerca de 1,9 milhões de casos) e Espanha (40.769 mortos, mais de 1,4 milhões de casos).

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