French President Emmanuel Macron (R) speaks with European Commission President Ursula von der Leyen following their meeting at the Elysee Presidential Palace in Paris on January 7, 2022, as France took over the helm of the six month presidency of the Council of the European Union on January 1. (Photo by Ludovic MARIN / AFP)

O Presidente francês, Emmanuel Macron, disse hoje assumir “totalmente” as suas polémicas declarações de que queria chatear os franceses não vacinados contra a covid-19, condenando quem “tornou a liberdade em irresponsabilidade”.

“Podemos ficar chocados com certas expressões familiares, que eu assumo totalmente. Eu estou chocado com a situação em que nos encontramos. A verdadeira fractura do país é essa. Quando alguns fazem da sua liberdade, que se torna numa irresponsabilidade, um slogan, não só metem em perigo vidas, mas restringem também a liberdade dos outros. E isso não posso permitir”, declarou Macron, respondendo a jornalistas durante uma conferência de imprensa.

Emmanuel Macron estava acompanhado de Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, e os restantes comissários europeus, que se encontram em Paris para a tradicional visita de início da presidência rotativa do Conselho da União Europeia, assumida pela França no dia 01 de janeiro.

O chefe de Estado francês assumiu a expressão “emmerder“, equivalente à expressão chatear em português e utilizada de forma muito familiar em França, quando se referiu às pessoas não vacinadas numa entrevista dada esta semana ao jornal “Le Parisien”.

A expressão chocou a sociedade francesa, causando reacções políticas fortes de condenação do Presidente por não só falar de uma forma pouco apropriada, mas alienar uma parte da população assumindo que lhes quer dificultar a vida.

O Presidente francês defendeu também hoje que a utilização desta expressão serviu para “alertar” o país e para encorajar à vacinação em França.

Para Emmanuel Macron, outro passo importante para a protecção da sociedade francesa foi a aprovação do passe vacinal por parte da Assembleia Nacional na madrugada de quinta-feira, defendendo que é uma medida que se está a difundir em toda a Europa, algo que mereceu a concordância de Ursula von der Leyen.

“O certificado de vacinas é uma forma de protecção para aqueles que estão vacinados. E como o Presidente disse, é um instrumento que o Governo pode utilizar. Penso que esta discussão sobre a responsabilidade e a liberdade é muito importante na nossa sociedade, em tempos de pandemia”, disse a responsável.

Esta visita marca o início da presidência francesa do Conselho da União Europeia, antecedendo o discurso de Emmanuel Macron no Parlamento Europeu em Estrasburgo, que vai acontecer a 19 de janeiro.

CYF (ACC) // PAL

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