As autoridades de Itália confirmaram hoje o registo de 52 mortes causadas pelo novo coronavírus naquele país, mais 18 em relação ao balanço oficial divulgado no domingo.

O chefe da Protecção Civil italiana, Angelo Borrelli, precisou que as novas vítimas mortais registadas eram, uma vez mais, pessoas idosas ou pessoas que sofriam de doenças graves.

Angelo Borrelli informou ainda que o número de pessoas infectadas com o novo coronavírus em Itália registou um novo aumento, situando-se neste momento nos 2.036 casos, contra os 1.694 casos verificados no domingo à noite.

A Itália é o país europeu mais afectado com casos de Covid-19, o nome atribuído pela Organização Mundial Saúde (OMS) à doença provocada pelo novo coronavírus que foi detectado pela primeira vez no final do ano em Wuhan, na província de Hubei (centro da China).

É também o país na Europa onde foram realizados mais testes, um total de 23.345 até hoje.

Dentro do total de pessoas portadoras do novo coronavírus, menos de metade (908) foi hospitalizada, e dentro deste grupo 166 foram submetidas a terapias intensivas (contra 140 no domingo à noite).

O chefe da Protecção Civil italiana classificou como “boas notícias” o aumento dos casos de pessoas recuperadas, com o registo de “mais 66 casos do que no dia anterior, o que eleva para 149 o número de pessoas curadas desde o início de epidemia”.

As regiões mais afectadas pelo surto de Covid-19 é a região de Lombardia, que engloba Milão, a capital económica do país, com 1.077 casos de contaminação, seguida por Emilia Romanha (norte de Itália), com 324 casos, e por Veneto (onde fica Veneza), com 271 casos.

A epidemia de Covid-19 provocada por um novo coronavírus, que pode causar infecções graves respiratórias como pneumonia, causou até à data mais de 3.000 mortos e infectou quase 90 mil pessoas em 67 países, incluindo duas em Portugal e uma no Luxemburgo.

Das pessoas infectadas, cerca de 45 mil recuperaram.

Além de 2.912 mortos na China, há registo de vítimas mortais no Irão, Itália, Coreia do Sul, Japão, França, Hong Kong, Taiwan, Austrália, Tailândia, Estados Unidos da América e Filipinas.

A OMS declarou o surto de Covid-19 como uma emergência de saúde pública internacional e aumentou o risco para “muito elevado”.

 

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