O candidato democrata à Casa Branca, Joe Biden – FOTO: Alex Wong / Getty Images / AFP

O candidato democrata à Casa Branca, Joe Biden, disse hoje que vai seguir “as ordens dos médicos” que o impedem de organizar comícios eleitorais devido à pandemia da covid-19, ao contrário do rival e actual Presidente, Donald Trump.

“Esta é a campanha mais estranha da história moderna, acho eu”, afirmou Biden, numa conferência de imprensa surpresa em Wilmington, no Estado de Delaware.

“Vou seguir as instruções do médico, não apenas para mim, mas também para o país. E isso significa que não vou organizar comícios”, acrescentou o ex-vice-presidente de Barack Obama, com 77 anos.

Donald Trump, de 74 anos, foi duramente criticado por organizar um comício de campanha em Tulsa, no Estado de Oklahoma, que a 20 de junho reuniu milhares de pessoas nesse Estado sulista que estava a passar por um aumento de casos de coronavírus.

Joe Biden esclareceu que não foi testado para o coronavírus porque não apresentava sintomas e não queria “tomar o lugar de outra pessoa”, mas admitiu a realização dessa prova para “breve”.

Donald Trump e a equipa de campanha troçam regularmente com Joe Biden por ficar confinado em casa e a equipa republicana questiona as suas habilidades mentais.

Conhecido pelas ‘gaffes’ e erros em discursos improvisados, Joe Biden afastou hoje essas acusações.

“Vocês só precisam olhar para mim e eu realmente mal posso esperar para comparar as minhas habilidades cognitivas com o homem contra o qual vou concorrer”, atirou.

O democrata frisou ainda que pretende participar nos três debates agendados para setembro em ‘duelo’ com Donald Trump.

Os Estados Unidos são o país com mais mortos (126.141) e mais casos de infecção confirmados (mais de 2,59 milhões) de covid-19.​​​​​​​ A pandemia de covid-19 já provocou mais de 505.500 mortos e infectou mais de 10,32 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detectado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.

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