Belgian Minister of Cooperation Development, Digital Agenda, Postal services and Finance, Alexander De Croo of the Open VLD party, gives a press conference following a last night of inter-party negociations to form a new government, on September 30, 2020. - De Croo was chosen to head a formation of a new seven-party coalition government, after 21 months with no ruling majorit, some 493 days after inconclusive federal elections. (Photo by DIRK WAEM / BELGA / AFP) / Belgium OUT

O primeiro-ministro belga, Alexander de Croo, decretou hoje o recolher obrigatório em todo o território belga e o encerramento de bares e restaurantes, para combater o que qualificou de “aumento exponencial” dos casos de covid-19 na Bélgica.

Referindo que “os números são alarmantes e significativamente mais elevados do que em março e em abril”, altura em que foram tomadas “medidas duras”, De Croo referiu que a missão do governo belga é a de “fazer baixar esses números” e que, para tal, terão que ser adoptadas “medidas mais estritas”.

Entre as medidas adoptadas – e que entrarão em vigor a partir da próxima segunda-feira – encontra-se o recolher obrigatório entre as 00:00 e as 05:00, a proibição da venda de álcool após as 20:00, e o encerramento de bares e cafés durante o período de um mês.

“Os cafés e restaurantes vão fechar, trata-se de uma medida temporária que ficará em vigor durante um mês. Será feita uma avaliação daqui a duas semanas para decidirmos se a medida se mantém”, referiu De Croo.

O teletrabalho passa também a ser obrigatório “sempre que possível” e só será autorizado o encontro com, no máximo, uma pessoa exterior ao agregado familiar.

“Temos consciência que estas medidas são muito duras e que, para muitas pessoas, são injustas, mas este vírus também é injusto. Ainda que nos atinja a todos, atinge sobretudo as pessoas mais vulneráveis e nós temos de adoptar estas medidas para protegermos essas pessoas”, sublinhou o primeiro-ministro belga.

De Croo qualificou a situação actual de “grave”, referindo que se trata de um “crescimento exponencial da pandemia” com o número de casos a “duplicar semanalmente”, e que “todos ressentem hoje a presença” do novo coronavírus covid-19.

“A diferença relativamente ao mês de março e de abril, é que o vírus está muito mais próximo de nós: conhecemos todos pessoas que estão em quarentena, que estão contaminadas ou que estão gravemente doentes. Todos ressentem hoje a presença deste vírus”, referiu De Croo.

O primeiro-ministro sublinhou ainda que os próximos dias continuarão a ser “muito difíceis” em termos de números.

“É importante chamar a atenção: nos próximos dias, as novidades continuarão a ser más”, afirmou De Croo.

“Sem saúde, não há liberdade; sem saúde, não há felicidade; sem saúde, não há vida. Hoje, temos todos de dar um passo para trás para, amanhã, podermos dar, juntos, um passo em frente”, concluiu o primeiro-ministro belga.

Segundo dados divulgados hoje, a Bélgica registou, entre os dias 06 e 12 de outubro, uma média diária de 5.976 novas infecções, um aumento de 96% relativamente à semana anterior, para um total de 191.959 casos desde o início da pandemia e um balanço de 10.327 mortes.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de um milhão e noventa e nove mil mortos no mundo desde dezembro do ano passado, incluindo 2.149 em Portugal.

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