As autoridades de saúde alemãs registaram hoje 10.824 novas infecções pelo novo coronavírus nas últimas 24 horas, cerca de 6.100 a menos do que no domingo e longe do máximo de 23.542 atingido na sexta-feira.

Porém, no domingo e na segunda-feira geralmente há um desfasamento no número de novos casos, pois nos finais de semana nem todos os estados federais comunicam os seus dados e os laboratórios realizam menos exames.

Na segunda-feira da semana passada, o número de novas infecções era de 13.363, cerca de 2.500 a mais do que hoje.

Segundo dados do Instituto Robert Koch (RKI) actualizados na última meia-noite, os positivos registados desde que foi anunciado o primeiro contágio no país, no final de janeiro, chegam a 801.327, com 12.547 mortes, mais 62 em 24 horas.

O instituto estima que cerca de 515.200 pessoas recuperaram da doença provocada pelo novo coronavírus (covid-19) e que existem actualmente cerca de 273.600 casos ativos.

No conjunto da Alemanha, a incidência cumulativa nos últimos sete dias é de 143,3 casos por 100.000 habitantes.

Além disso, desde o início de setembro, as infecções entre a população idosa voltaram a aumentar, alerta o RKI no seu relatório diário divulgado no domingo.

Assim, a incidência na população acima de 60 anos é de 101 casos por 100.000 habitantes por semana.

O número de pacientes com covid-19 em unidades de terapia intensiva no domingo era de 3.385, dos quais 1.923 recebem ventilação assistida, segundo dados da Associação Interdisciplinar Alemã de Terapia Intensiva e Medicina de Emergência (DIVI).

Há um mês, em 15 de outubro, o número de pacientes nos cuidados intensivos era de 655.

Actualmente, 21.229 camas de cuidados intensivos estão ocupados e 6.899 estão livres.

O presidente da RKI, Lothar Wieler, alertou na última quinta-feira que metade dos hospitais alemães já relatou “indisponibilidade ou disponibilidade limitada” para receber doentes em estado crítico, principalmente devido à falta de espaço e, sobretudo, de pessoal especializado.

O factor de contágio (R) que considera as infecções em um intervalo de sete dias em relação aos sete anteriores, e que reflecte a evolução das infecções de 8 a 16 dias atrás, está fixado em 1,03, o que implica que cada pessoa infectada contamina outra pessoa, em média.

A chanceler Angela Merkel reúne-se hoje com os chefes de governo dos estados federados para fazer uma primeira análise da eficácia da nova paralisação da vida pública em vigor desde o passado dia 02 e que se prolonga todo o mês de novembro.

O governo federal já alertou na semana passada que o actual estado da pandemia não permite um levantamento de curto prazo, mesmo parcial, das restrições.

Os media adiantam hoje que o Governo e os estados federais admitem novas medidas com o objectivo de minimizar ainda mais os contactos.

Publicidade
Falhas, erros, imprecisões, sugestões?
Por favor fale connosco.
Publicidade