
A petroquímica IQOXE que na terça-feira sofreu uma explosão no seu complexo industrial em Tarragona, Catalunha, Espanha, que causou dois mortos e oito feridos, anunciou a abertura de “uma investigação interna” sobre o acidente.
Em comunicado, a empresa, que é propriedade do grupo industrial Cristian Lay, sediado na Extremadura espanhola, esclareceu que a fábrica afectada “entrou em funcionamento em Junho de 2017 e tem funcionado normalmente” desde então.
A investigação interna deve “detectar as causas do acidente e as suas consequências”, acrescenta a empresa.
“Desde o início, a empresa tem oferecido a máxima colaboração, tanto aos Bombeiros da Generalitat [Governo regional catalão] como à Protecção Civil nos seus trabalhos, a quem estamos gratos pela sua dedicação, e está à disposição das autoridades para as investigações pertinentes”, sublinha a IQOXE (Indústrias Químicas de Óxido de Etileno).
A IQOXE lamenta “profundamente” a morte de um dos seus trabalhadores e “o sofrimento dos colegas feridos”, diz a nota, que acrescenta que a prioridade agora é “apoiar e acompanhar todas as pessoas afectadas e as suas famílias”.
A empresa refere que, como resultado deste acidente, “foram afectados nove empregados”, apesar de esta terça-feira também se ter confirmado a morte de uma pessoa que morava no bairro vizinho de Torreforta, como consequência da onda de choque da explosão.
Explosão na petroquímica de Tarragona, Catalunha
As imagens da forte explosão que, no dia 14 de janeiro de 2020, originou um incêndio de grandes dimensões na zona industrial da petroquímica de Tarragona, Catalunha (Espanha), que fez acionar o alerta de emergência química.
Publiée par LUX24 sur Mercredi 15 janvier 2020
A empresa precisou que a explosão “numa das quatro fábricas de produtos derivados” do complexo ocorreu às 18:41 locais (a mesma hora no Luxemburgo).
“A propriedade da IQOXE garante o futuro da empresa e a manutenção de todos os postos de trabalho”, esclarece também o comunicado de imprensa.
Actualmente, a IQOXE é o único produtor de óxido de etileno em Espanha e está integrada no Cristian Lay Grupo Industrial, controlado pelo empresário estremenho Ricardo Leal.
Segundo a imprensa espanhola, a IQOXE é a única empresa que produz óxido de etileno e glicóis em Espanha e Portugal e teve um volume de negócios de 148 milhões de euros em 2018.
A fábrica onde ocorreu o acidente foi inaugurada há apenas seis meses, depois de um investimento de 10 milhões de euros para a empresa.
As novas instalações permitem o aumento da produção de gás, que é utilizado como matéria-prima para o fabrico de detergentes ou anticongelantes.
A fábrica recentemente inaugurada tem capacidade para produzir 140.000 toneladas dessa substância química por ano e conta com mais de 130 trabalhadores.
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