Rail passengers pass an electronic sign warning of 'Extremely hot weather' forecast for July 18 and 19, and advising commuters to only travel for essential journeys, at Kings Cross station in London on July 17, 2022. - The UK's meteorological agency on Friday issued its first ever "red" warning for exceptional heat, forecasting record highs of 40 degrees Celsius next week. (Photo by JUSTIN TALLIS / AFP)

A última noite no Reino Unido foi a mais quente de sempre para milhões de pessoas, num país acostumado a clima ameno e chuva, e as temperaturas devem hoje chegar a 40 graus Celsius.

A agência meteorológica do Reino Unido, a Met Office, avançou uma avaliação provisória que mostra que a temperatura ultrapassou, pela primeira vez desde que há registos, os 25º C durante a noite em várias regiões do país.

Segundo avançou a meteorologista do Met Office, Rachel Ayers, as máximas de terça-feira vão atingir níveis “sem precedentes”.

“A temperatura vai estar muito quente ao longo do dia e irá subir até aos 40º C ou mesmo 41º C em pontos isolados de Inglaterra durante a tarde de hoje”, disse.

O Reino Unido está a registar, esta semana, um clima quente e seco idêntico ao que a Europa continental registou na semana passada e que provocou incêndios em todos os países.

Uma grande parte de Inglaterra, de Londres (no sul) a Manchester e Leeds (no norte) está sob o primeiro aviso de “calor extremo” no país, o que significa que há perigo de morte mesmo para pessoas saudáveis.

Na segunda-feira, a temperatura atingiu 38,1º C em Santon Downham, no leste de Inglaterra, um pouco abaixo da temperatura mais alta jamais registada no Reino Unido – 38,7º C, um recorde estabelecido em 2019 -, mas espera-se que o dia de hoje seja muito mais quente.

As temperaturas médias de julho no Reino Unido variam entre 21º C durante o dia e 12º C à noite, pelo que poucas casas e quase nenhuma das pequenas empresas têm ar condicionado.

Muitos dos ingleses estão a lidar com a onda de calor ficando parados, pelo que o tráfego rodoviário diminuiu drasticamente.

Na segunda-feira, os comboios andaram sempre a baixa velocidade, devido à preocupação com os trilhos empenados ou estragados pelo calor.

A estação Kings Cross, de Londres, um dos centros ferroviários mais movimentados do país, estava, hoje de manhã, vazia, sem comboios a partir da movimentada linha da costa leste, que liga a capital ao norte e à Escócia.

Por seu lado, o aeroporto de Luton, em Londres, teve de fechar a sua pista por causa dos danos causados pelo calor.

O secretário britânico dos Transportes, Grant Shapps, explicou que as infra-estruturas de transportes do Reino Unido, algumas das quais datam da época vitoriana, “simplesmente não foram construídas para suportar este tipo de temperatura” – e a sua substituição vai levará “muitos anos”.

Pelo menos cinco pessoas afogaram-se em rios, lagos e reservatórios do Reino Unido, enquanto se tentavam refrescar.

Especialistas em clima alertam que o aquecimento global aumentou a frequência de eventos climáticos extremos, com estudos a mostrar que a probabilidade de as temperaturas no Reino Unido atingirem 40º C é, actualmente, 10 vezes maior do que na era pré-industrial.

A seca e as ondas de calor ligadas às mudanças climáticas também tornaram os incêndios florestais mais difíceis de combater.

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