A member of the military police carries a dog which he rescued during the second day of operations at the scene of a mudslide in Petropolis, Brazil on February 17, 2022. - Torrential rains and floods that hit the Brazilian city of Petropolis killed at least 104 people, officials reported Thursday, as the toll from the disaster continued to rise. (Photo by CARL DE SOUZA / AFP)

O balanço da tempestade de terça-feira na cidade de Petrópolis, no Brasil, subiu hoje para 120 mortos e 116 desaparecidos, segundo as autoridades, citadas pela página electrónica G1, da TV Globo.

O Corpo de Bombeiros confirmou hoje de madrugada a existência de 120 mortos.

Entre os 101 corpos que já estão no Instituto Médico Legal (IML), há 65 mulheres e 36 homens, incluindo 13 menores.

Segundo a Polícia Civil, há 116 registos de desaparecimentos, mas não se sabe quantos já foram encontrados.

O G1 acrescenta que o tempo permanece instável em Petrópolis e que a Defesa Civil tem accionado sirenes em várias localidades para alertar a população para a previsão de chuva forte.

Por causa do mau tempo e do terreno instável, as buscas por desaparecidos chegaram a ser suspensas, para garantir a segurança das equipas.

O Centro Nacional de Monitoramento e Alerta avisa que permanece muito alta a possibilidade de ocorrência de deslizamentos de terra, mesmo na ausência de chuva.

Entretanto, o Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, deverá sobrevoar hoje a cidade, segundo anunciou o seu filho, Flávio Bolsonaro.

O Presidente vai sobrevoar as áreas mais afectadas, visitará o centro de operações do Governo Federal, montado no 32.º Batalhão de Infantaria Leve de Montanha, e participará numa reunião com o prefeito de Petrópolis, Rubens Bomtempo.

O chefe de Estado, que soube da tragédia quando se encontrava em Moscovo em visita oficial, escreveu na rede social Twitter ter pedido ao Governo “auxílio imediato às vítimas”.

O ‘site’ da Globo diz que a delegacia de descoberta de paradeiros (DDPA) enviou quase todo o seu efectivo para Petrópolis, com quatro equipas a percorrer hospitais, abrigos e escolas para identificar as pessoas desaparecidas.

Há ainda cerca de 500 bombeiros envolvidos nas buscas aos desaparecidos.

Segundo a Secretaria Estadual de Defesa Civil, 24 pessoas foram resgatadas com vida e 705 pessoas foram encaminhadas para os 33 pontos de apoio montados na cidade, em igrejas e escolas.

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, disse na quarta-feira, durante uma visita a Petrópolis, que “foi a pior chuva desde 1932”.

“Realmente, foram 240 milímetros em coisa de duas horas. Foi uma chuva altamente extraordinária”, afirmou.

O G1 descreve o cenário de devastação que encontrou em Petrópolis logo na quarta-feira de manhã: “em muitos locais, era difícil distinguir o que era casa, o que era terra ou o que era rua”.

“Morros vieram abaixo, carregando pedras do tamanho de carros; veículos ficaram empilhados com a força da correnteza; vias importantes foram bloqueadas, dificultando o acesso aos desabrigados”, conta o jornalista.

FPA (CYR) // VM

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