Supporters of Brazilian President Jair Bolsonaro march towards the barracks of the 63rd Infantry Battalion to ask for federal intervention in Estreito, in the metropolitan region of Florianopolis, Santa Catarina State, Brazil, on November 2, 2022. (Photo by Anderson Coelho / AFP)

O Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, apelou esta quarta-feira (02) aos seus apoiantes que desobstruam as estradas do país de forma a não perderem a “legitimidade”.

Eu quero fazer um apelo a você, desobstrua as rodovias. Isso daí não faz parte, no meu entender, dessas manifestações legitimas. Não vamos perder nós aqui a nossa legitimidade“, disse Bolsonaro, num vídeo gravado e partilhado nas redes sociais.

O fechamento de rodovias pelo Brasil prejudica o direito de ir e vir das pessoas, está lá na nossa Constituição. E nós sempre estivemos dentro dessas quatro linhas. Eu tenho que respeitar o direito de outras pessoas que estão se movimentando, além de prejuízo a nossa economia“, insistiu.

As declarações de Jair Bolsonaro surgem após três dias de protestos de camionistas e com centenas de estradas bloqueadas por todo o país.

Hoje, pelo menos 10 pessoas ficaram feridas quando um motorista furou uma barreira de apoiantes do Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, que bloqueavam uma estrada em São Paulo.

De acordo com a Polícia Militar, citada pela imprensa local, das 10 pessoas que ficaram feridas no atropelamento, duas são jovens de 11 e 12 anos e três polícias.

Duas pessoas tiveram de ser transferidas para o Hospital de Base de Rio Preto.

Alguns manifestantes, de seguida, procuraram agredir o motorista do carro, que acabou detido pelas autoridades e foi encaminhado para uma esquadra.

As manifestações desta quarta-feira (02), um feriado público no Brasil, seguiram-se a protestos maciços de camionistas alinhados com o pró-Bolsonarismo, que desde segunda-feira bloquearam cerca de 600 autoestradas em todo o país para protestar contra a vitória de Lula da Silva.

Supporters of Brazilian President Jair Bolsonaro march towards the barracks of the 63rd Infantry Battalion to ask for federal intervention in Estreito, in the metropolitan region of Florianopolis, Santa Catarina State, Brazil, on November 2, 2022. (Photo by Anderson Coelho / AFP)

Hoje, de acordo com a Polícia Rodoviária, os bloqueios persistiram em cerca de 150 pontos em 15 dos 27 estados do país e em muitos casos foram apenas parciais, obstruindo mas não bloqueando completamente o tráfego.

Em alguns locais, como na cidade paulista de Baruerí, as estradas foram libertadas por uma intervenção firme da polícia, que dispersou os camionistas com gás lacrimogéneo, mas sem quaisquer confrontos ou baixas.

O protesto dos camionistas começou a perder intensidade depois de Bolsonaro ter concedido a derrota e determinado que o governo iniciaria o processo de transição com a equipa de Lula, que está agendado para quinta-feira.

Jair Bolsonaro fez uma declaração sobre o resultado das eleições na terça-feira, cerca de 45 horas após a contagem oficial ter condenado a vitória do líder progressista.

Num breve discurso, disse que os protestos foram o resultado da indignação e de um sentimento de injustiça pela forma como decorreu o processo eleitoral.

Disse que as “manifestações pacíficas” eram “bem-vindas”, mas reforçou que os seus métodos “não podem ser os da esquerda, que sempre prejudicaram a população”, e salientou que ninguém pode impedir “o direito de ir e vir”.

Durante as manifestações às portas dos quartéis Bolsonaro permaneceu em silêncio, tal como Lula, cuja equipa anunciou que o Presidente eleito passará “dois ou três dias” numa praia do nordeste do país, a fim de descansar após uma dura campanha eleitoral.

 

ND com Lusa

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