Sério Moro e Jair Bolsonaro – FOTO: Gabriela Biló / Estadão / Todos os Direitos Reservados

O ministro da Justiça brasileiro, Sergio Moro, autorizou o uso da Força Nacional de Segurança Pública numa terra indígena no estado do Amazonas, para “garantir a segurança” dos povos originários e trabalhadores que lá residem e actuam.

A determinação, publicada em Diário Oficial da União, mas que entrará em vigor a partir de sexta-feira, prevê o apoio a indígenas e funcionários da Fundação Nacional do Índio (Funai) que trabalham na reserva do Vale do Javari, localizado no coração da Amazónia brasileira, no norte do país, e que sofreu vários ataques nos últimos meses.

Segundo o ministro, os membros da Força Nacional actuarão na região por 180 dias, período que poderá ser prorrogado posteriormente, visando “garantir a integridade física e moral dos povos indígenas e funcionários da Funai” na reserva.

A Reserva Indígena do Vale do Javari, uma das maiores do Brasil e que agrega o maior número de grupos étnicos isolados do país, está historicamente marcada por invasões e ataques de caçadores, pescadores e lenhadores ilegais.

O envio de tropas federais para o Amazonas corresponde a uma recomendação do Ministério Público, que solicitou ao titular da Justiça apoio para reforçar a segurança naquele território.

Há cerca de um mês, a Funai denunciou que a sua base de vigilância na região sofreu o seu oitavo ataque com tiros no período de um ano.

Em Setembro passado, um funcionário da Funai, que trabalhava no Vale do Javari, foi assassinado com dois tiros na cabeça, segundo a Polícia Militar.

Devido à crescente tensão na área, os membros do órgão reuniram-se com as autoridades brasileiras para discutir as “questões logísticas” sobre o acesso e desempenho da Força Nacional a partir da próxima sexta-feira.

De acordo com a Funai, o exército brasileiro também “se comprometeu” com a protecção da área e já actua na reserva indígena desde 26 de Novembro último.

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