A dívida pública federal do Brasil subiu 9,5% em 2019 e chegou a 4,248 biliões de reais (920 mil milhões de euros), valor recorde, informou hoje a Secretaria do Tesouro Nacional, do Ministério da Economia brasileiro.

O valor representa um aumento de 9,5% em relação a 2018, quando a dívida foi de 3,877 biliões de reais (840 mil milhões de euros).

Assim, a dívida pública federal, que inclui os endividamentos do Governo brasileiro dentro e fora do país, atingiu no ano passado o maior patamar da série histórica, que teve início em 2004.

Contudo, apesar do aumento, foi cumprido o Plano Anual de Financiamento (PAF) de 2019, que estabelecia que a dívida pública poderia encerrar o ano passado entre 4,1 biliões de reais e os 4,3 biliões de reais (entre 890 mil milhões e 930 mil milhões de euros).

Segundo os dados do Tesouro brasileiro, nos últimos dez anos, a dívida pública mais do que duplicou, sendo que em 2009 a dívida estava em 1,497 biliões de reais (320 mil milhões de euros)e, encerrou 2019 com 4,248 biliões de reais ( 920 mil milhões de euros).

A participação dos investidores estrangeiros na dívida pública interna caiu em termos percentuais, de 11,22% ao fim de 2018 para 10,43% ao fim do ano passado.

Os estrangeiros ocupam a quarta posição dos principais detentores da dívida pública do Brasil, atrás dos fundos de investimento, fundos de previdência social e instituições financeiras.

Para 2020, a dívida deve alcançar um novo valor recorde.

O PAF PARA O CORRENTE ANO, INDICA QUE A DÍVIDA PÚBLICA FEDERAL DO BRASIL PODERÁ VARIAR ENTRE 4,5 BILIÕES DE REAIS E 4,75 BILIÕES DE REAIS (970 MIL MILHÕES DE EUROS E 1,03 BILIÕES DE EUROS).

A dívida é contraída pelo Governo federal para financiar o défice orçamental do executivo, ou seja, para pagar despesas que ficam acima da receita do Estado em impostos e tributações.

No PAF, o Tesouro Nacional estima, num cenário macroeconómico, a combinação de um “cenário benigno” para a inflação, com manutenção das taxas de juros em níveis historicamente baixos, recuperação gradual da actividade económica, e continuidade da agenda de reformas estruturais “de maneira a subsidiar o ajuste fiscal em curso”.

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