Conferência de imprensa do Director Comercial da TAAG, Carlos Von Hafe – FOTO: AMPE ROGÉRIO / LUSA

A companhia aérea angolana TAAG anunciou que o primeiro dos seis aviões Dash8-400 adquiridos ao construtor aeronáutico canadiano De Havilland Aircraft, chega na segunda-feira ao país, e “devem unir Angola e os angolanos a baixo custo”.

A imprensa angolana noticiou, em abril, que as seis aeronaves vão custar ao Estado angolano cerca de 118 milhões de dólares.

Segundo o director comercial da TAAG, Carlos Von Hafe, a introdução de novas aeronaves do tipo Dash8-400, cuja frota deve estar completa até maio de 2021, deve “unir o país de uma forma mais confortável e com margem para redução das tarifas”.

O responsável que falava em conferência de imprensa, em Luanda, afirmou que a nova frota de voos de origem canadiana vai contribuir para a “redução dos custos operacionais da empresa em cerca de 30%, sobretudo nas rotas onde vai operar”.

A TAAG elegeu as rotas Dundo (província da Lunda Norte), Saurimo (Lunda Sul), Luena (Moxico) e Menongue (Cuando-Cubango), para operar numa primeira fase com o Dash8-400.

Segundo o mesmo responsável, a primeira aeronave será alocada “imediatamente”, assim que chegue a Angola.

Carlos Von Hafe assegurou que as seis aeronaves farão a cobertura doméstica, “no médio prazo”, e para além das rotas onde a companhia já opera no país, a primeira aeronave deve aumentar o nível de frequência com abertura das rotas Uíje, Malanje e Mbanza Congo.

A aeronave será alocada, numa segunda fase, para determinadas rotas regionais, nomeadamente, Ponta Negra e Brazzaville (Congo), São Tomé e Lusaca (Zâmbia), sublinhou.

O modelo Dash8-400 tem a capacidade de 74 lugares, dos quais, 64 em classe económica e 10 em executiva.

De acordo com o director comercial da transportadora angolana, as aeronaves surgem no âmbito da modernização da frota da companhia com nova identidade visual nas linhas gráficas, nas cores e no logótipo da marca.

Com as novas aeronaves, notou o responsável, a companhia quer garantir um elevado rigor nas normas de segurança, aumentar a pontualidade para mais de 90% e aumentar a regularidade nas operações domésticas e internacionais.

“Também queremos garantir menos cancelamento nos voos domésticos”, rematou.

 Os actuais Boeing 737 e 777 devem migrar gradualmente para a nova imagem de marca.

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