ATLANTA, GEORGIA – JUNE 17: Fulton County District Attorney Paul L. Howard Jr. announces 11 charges against former Atlanta Police Officer Garrett Rolfe on June 17, 2020 in Atlanta, Georgia. Rolfe is charged with felony murder of Rayshard Brooks, 27, on June 12 while chasing Brooks after a struggle during a field sobriety test in a Wendy’s restaurants parking lot. FOTO: Joe Raedle/Getty Images/AFP

O agente Garrett Rolfe de Atlanta, na Geórgia, que baleou mortalmente Rayshard Brooks, quando este fugia e apontou uma arma de eletrochoque, vai ser acusado pela morte deste afro-americano, anunciou o procurador distrital de Fulton County.

De acordo com a Associated Press (AP), o procurador distrital de Fulton County Paul Howard fez o anúncio durante uma conferência de imprensa, onde também estava a mulher de Brooks, Tomika Miller, e os seus advogados, Justin Miller e L. Chris Stewart.

Garrett Rolfe foi despedido na sequência do homicídio de Rayshard Brooks, de 27 anos, na última sexta-feira.

A dirigente da polícia de Atlanta, Erika Shields, demitiu-se 24 horas depois do incidente.

A notícia surgiu na sequência de um pacote apresentado pelo Partido Republicano para reformar a polícia norte-americana e de protestos que ocorreram na capital da Geórgia contra o homicídio pela polícia de George Floyd, também afro-americano, em Minneapolis, no Minnesota.

O caso de Brooks ocorreu quando a polícia de Atlanta foi chamada para uma ocorrência num restaurante do franchising Wendy’s, por causa de um automóvel que estaria a bloquear a faixa do ‘drive-thru’.

Os agentes encontraram Brooks a dormir dentro da viatura e pediram-lhe para realizar um teste de alcoolemia.

As câmaras de vídeo nas viaturas da polícia mostram que o cidadão afro-americano e os agentes estiveram a conversar calmamente durante cerca de 40 minutos.

Contudo, Brooks acabou a lutar com os agentes e a fugir com o ‘taser’ de um deles, apontando-a enquanto fugia pelo parque de estacionamento do estabelecimento de restauração.

A autópsia revelou que o cidadão foi baleado duas vezes nas costas.

Este caso surge numa ocasião de manifestações por todo o território norte-americano, que começaram por contestar a morte de Floyd e se converteram num protesto anti-racista sem precedentes.

George Floyd, um afro-americano de 46 anos, morreu em 25 de maio, em Minneapolis, no Minnesota, depois de um polícia caucasiano lhe ter pressionado o pescoço com um joelho durante cerca de oito minutos, durante uma operação de detenção, apesar de Floyd dizer que não conseguia respirar.

Desde a divulgação das imagens nas redes sociais, têm-se sucedido os protestos contra a violência policial e o racismo em dezenas de cidades norte-americanas, algumas das quais foram palco de aCtos de pilhagem.

Os protestos rapidamente ganharam dimensão internacional, espalhando-se a Londres, Paris, Berlim, Lisboa e Luxemburgo, entre outras cidades.

Os quatro polícias envolvidos foram despedidos, e o agente Derek Chauvin, que colocou o joelho no pescoço de Floyd, foi acusado de homicídio em segundo grau, arriscando uma pena máxima de 40 anos de prisão.

Os restantes vão responder por auxílio e cumplicidade de homicídio em segundo grau e por homicídio involuntário.

A morte de Floyd ocorreu durante a sua detenção por suspeita de ter usado uma nota falsa de 20 dólares (18 euros) numa loja.

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