Jean Asselborn e Jorge Sampaio - FOTO © MFA LUXEMBOURG / TWITTER

O ministro dos Negócios Estrangeiros e da Imigração do Luxemburgo, Jean Asselborn, lamentou hoje a morte do antigo chefe de Estado português Jorge Sampaio, considerando-o um “grande político e homem próximo do povo”.

Numa publicação em francês e em português, na conta oficial do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Luxemburgo, na rede social Twitter, o socialista luxemburguês reagiu “com tristeza à notícia da morte do antigo Presidente de Portugal e amigo de longa data Jorge Sampaio”.

“Um grande político e homem próximo do povo”, pode ler-se na mensagem, acompanhada por uma fotografia de Asselborn com Jorge Sampaio, que morreu hoje, em Lisboa, aos 81 anos.

A mensagem termina com o envio de “sentidos pêsames à família e ao povo português”.

Jean Asselborn esteve com Jorge Sampaio durante a visita oficial que este fez ao Luxemburgo em 2004, entre 27 e 30 de setembro, durante o seu segundo mandato como Presidente da República, a convite do Grão-Duque Henri, na que era então a primeira visita de Estado de Portugal àquele país em 16 anos.

Na altura, o socialista luxemburguês, o mais antigo ministro dos Negócios Estrangeiros em exercício na União Europeia, tinha sido nomeado há poucos meses pela primeira vez para o cargo, durante o Governo de coligação liderado por Jean-Claude Juncker, formado por sociais-democratas (CSV) e socialistas (LSAP).

O antigo Presidente da República Jorge Sampaio morreu hoje aos 81 anos, no hospital de Santa Cruz, em Lisboa.

Antes do 25 de Abril de 1974, foi um dos protagonistas da crise académica do princípio dos anos 60, que gerou um longo e generalizado movimento de contestação estudantil ao Estado Novo, tendo, como advogado, defendido presos políticos durante a ditadura.

Jorge Sampaio foi secretário-geral do PS (1989-1992), presidente da Câmara Municipal de Lisboa (1990-1995) e Presidente da República (1996 e 2006).

Após a passagem pela Presidência da República, foi nomeado em 2006 pelo secretário-geral da Organização das Nações Unidas enviado especial para a Luta contra a Tuberculose e, entre 2007 e 2013, foi alto representante da ONU para a Aliança das Civilizações.

Actualmente presidia à Plataforma Global para os Estudantes Sírios, fundada por si em 2013 com o objectivo de contribuir para dar resposta à emergência académica que o conflito na Síria criara, deixando milhares de jovens sem acesso à educação.

PTA // VM

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