Varíola dos macacos - FOTO © Bernardo Ramonfaur / Scopio

Já há 23 casos de varíola dos macacos, a Monkeypox, no Luxemburgo, revelou hoje o Ministério da Saúde.

“Até 27 de julho de 2022 inclusive, 23 casos de varíola dos macacos foram detectados no Luxemburgo, o que representa um aumento de 9 casos desde a semana passada. Até agora, todos os casos detectados são de homens com idade média de 39 anos. Nenhum caso foi hospitalizado”, indica hoje a tutela em comunicado.

O Ministério da Saúde revelou ainda que está prevista a chegada de vacinas para a doença ao país já em agosto.

“No que diz respeito à vacinação, está prevista para o mês de agosto uma primeira entrega de vacinas da encomenda HERA. O Luxemburgo deverá receber 1.400 doses da vacina de um total de 109.000 doses encomendadas pelo HERA. O Conselho Superior de Doenças Infecciosas (CSMI) está a preparar recomendações sobre a campanha de vacinação que começará assim que as vacinas forem entregues”, remata o Ministério da Saúde.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), desde o início de 2022 e até agora, mais de 18.000 casos de varíola dos macacos foram detectados em 78 países, enquanto o África CDC confirmou que mais de 2.000 infecções foram registadas em 11 países africanos – embora a grande maioria seja suspeita e não tenha ainda sido confirmada laboratorialmente -, além de 75 óbitos.

Além disso, os países onde a doença é endémica são africanos: Benim, Camarões, República Centro-Africana, República Democrática do Congo, Gabão, Costa do Marfim, Libéria, Nigéria, República do Congo, Serra Leoa, Sudão do Sul e Gana (onde só foi identificado em animais).

Em África, a varíola dos macacos espalha-se principalmente por animais selvagens infectados, como roedores, em surtos limitados que normalmente não cruzam fronteiras.

Na Europa, América do Norte e em outros lugares, no entanto, a varíola dos macacos está a espalhar-se entre pessoas sem vínculos com animais ou viagens recentes à África.

Nos EUA e na Europa, a grande maioria das infecções ocorreu em homens que têm relações sexuais com homens, embora as autoridades de saúde tenham enfatizado que qualquer pessoa pode contrair o vírus.

ND com Lusa

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