Caso dos trabalhadores portugueses alegadamente explorados laboralmente em Vianden, Luxemburgo.

O trabalhador brasileiro, detido no centro de retenção do Findel, no Luxemburgo, na sequência de um caso de escravatura moderna em Vianden, no Luxemburgo, vai ser repatriado para Portugal na próxima segunda-feira, revela hoje o jornal semanário Contacto.

A confirmação foi dada ao Contacto pelo vice-presidente do Comité de Ligação das Associações de Estrangeiros (CLAE), António Valente, que está a acompanhar o processo deste trabalhador.

O caso, igualmente denunciado pelo LUX24 no passado dia 19 de Outubro, despoletou uma investigação da Inspecção de Trabalho e das Minas (ITM) e da Polícia Grã-Ducal às condições de trabalho oferecidas por um grupo hoteleiro de Vianden, que explorava vários estabelecimentos ligados ao sector da hotelaria e restauração.

Trabalhadores portugueses e brasileiros, recrutados para trabalhar num hotel em Vianden e em dois restaurantes em Ingeldorf, denunciaram, em Outubro de 2019, horas excessivas de trabalho, falta de contratos e de segurança social, condições precárias de habitação no sótão do hotel e salários em atraso.

O cidadão brasileiro, que trabalhou num dos estabelecimentos do grupo, foi detido pelas autoridades por se encontrar em situação ilegal de permanência no Luxemburgo.

Depois de detido vários dias no centro de retenção do Findel, o jovem brasileiro regressará a Portugal, onde paga casa e tem família.

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