O primeiro-ministro do Luxemburgo, Xavier Bettel, discursa após o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, ter-se dirigido ao Parlamento do Luxemburgo, em 02 de junho de 2022 - FOTO © CHAMBRE DES DÉPUTÉS

O primeiro-ministro do Luxemburgo, Xavier Bettel, criticou hoje o comportamento do homólogo húngaro, Viktor Orbán, que acabou por conseguir isenção no embargo europeu ao petróleo russo.

Na segunda-feira, a União Europeia alcançou um acordo para cortar “90% das importações de petróleo russo” até ao final do ano.

O embargo parcial acordado – depois das imposições de Viktor Orbán – proíbe por completo o transporte marítimo do petróleo, mas poupa entregas através de oleodutos, como acontece no caso da Hungria.

Acho o comportamento de Viktor Orban inaceitável“, disse Xavier Bettel, esta manhã, após o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, se ter dirigido, por videoconferência, ao Parlamento do Luxemburgo.

Luxembourg’s Prime Minister Xavier Bettel (L), Hungary’s Prime Minister Viktor Orban (C) and France’s President Emmanuel Macron talk prior to the special meeting of the European Council at The European Council Building in Brussels on May 30, 2022. (Photo by Emmanuel DUNAND / AFP)

No seu discurso, Xavier Bettel elogiou ainda a “coragem” do povo ucraniano, a quem manifestou solidariedade, garantindo que o Grão-Ducado vai continuar a prestar apoio à Ucrânia, quer seja ao nível de acolhimento de refugiados ou a avalizar as sanções aplicadas à Rússia.

 VER VÍDEO DO DISCURSO DE ZELENSKY E BETTEL, COM TRADUÇÃO SIMULTÂNEA EM FRANCÊS: 

 

Sobre o apoio à adesão da Ucrânia à União Europeia, Xavier Bettel foi taxativo: “Faremos tudo para que vocês [Ucrânia] possam cumprir as condições o mais rápido possível para a adesão à UE. O futuro da Ucrânia é na Europa”, disse o líder do Executivo luxemburguês, garantindo ainda que “tudo fará” para que nenhum crime de guerra na Ucrânia fique impune.

O primeiro-ministro luxemburguês voltou a sublinhar que as posições do Luxemburgo “não são contra o povo russo”, antes com os “decisores” e o regime vigente.

 

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Finalmente, sobre a ajuda em armamento, Xavier Bettel relembrou que o país já contribuiu com 50 milhões de euros em armamento e que “vai continuar a ajudar”.

Bettel disse ainda que não falará mais com Vladimir Putin.

“O diálogo será a única solução para sair desta situação. Mas, depois do que aconteceu em Bucha, não posso mais falar com Putin. Simplesmente pensei que era… impossível”, declarou, emocionado, Xavier Bettel.

 

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