A portuguesa Ana Lopes assassinada no Luxemburgo em Janeiro de 2017 - FOTO: Facebook
Tribunal do Luxemburgo – FOTO PAULO DÂMASO/LUX24

Marco Silva, actualmente com 32 anos, negou hoje todas as acusações de que é acusado no caso do assassinato da ex-companheira, a portuguesa Ana Lopes, na primeira sessão do julgamento que decorreu no Tribunal do Luxemburgo.

Em Janeiro de 2017, Ana Lopes, de 25 anos, foi brutalmente assassinada em circunstâncias que ainda estão por esclarecer, depois de o seu corpo ter sido encontrado carbonizado no interior do seu carro nos arredores de Roussy-le-Village, França, perto da fronteira com o Luxemburgo.

O julgamento de Marco Silva, o único suspeito do crime, arrancou hoje no tribunal do Luxemburgo e tem 16 sessões agendadas, até 03 de Abril de 2020.

Hoje, na primeira sessão, perante o juízo, o réu, que se encontra preso preventivamente, negou todas as acusações que recaem sobre si.

O alerta para o desaparecimento de Ana Lopes foi dado pela mãe.

Na noite anterior ao seu desaparecimento, Ana tinha enviado uma SMS à mãe a avisar que, antes de ir para casa, iria comer algo a um restaurante ‘fast-food’ na Gare.

A partir desse momento, Ana Lopes não voltou a estar contactável. A jovem, na altura dos factos com 25 anos de idade, residente em Bonnevoie, desapareceu em 15 de Janeiro de 2017 e o seu corpo foi encontrado, dois dias depois, carbonizado dentro do seu próprio carro.

A viatura foi incendiada numa zona de terra batida e arvoredo em território francês, em Roussy-le-Village, perto da fronteira com o Luxemburgo.

Ana Lopes e o ex-companheiro, Marco Silva, que a terá assassinado – Foto Facebook

De acordo com o que foi dito hoje em Tribunal, as discussões entre Ana Lopes e o seu ex-companheiro Marco Silva eram recorrentes. O casal, que tem um filho em comum, separou-se definitivamente em 2016.

Após o seu desaparecimento, um saco de ‘fast-food’ e vestígios de sangue de Ana Lopes foram encontrados perto da casa da família, em Bonnevoie, o que pode indiciar que a jovem terá sido ferida na capital do Luxemburgo. Ana Lopes terá sido esfaqueada nas costas.

Depois foi levada para uma zona de floresta nos arredores de Roussy-le-Village, França, onde o seu carro foi incendiado. O seu corpo foi identificado através de testes de ADN e pela autópsia realizada em França.

Persiste ainda a dúvida de como o alegado homicida terá regressado ao Luxemburgo.

O julgamento deste caso que chocou a comunidade portuguesa, e não só, no Luxemburgo continuará esta quarta-feira (11).

[Notícia actualizada às 16:00]

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