O Luxemburgo deverá tornar-se o primeiro país da Europa a proibir completamente o uso de glifosato nas suas culturas, o que deverá acontecer no dia 31 de Dezembro de 2020.

O Governo está empenhado em cumprir a sua promessa de banir o uso do controverso herbicida até ao final do ano corrente, quase dois anos antes do limite estabelecido pela União Europeia (15 de Dezembro de 2022).

De acordo com o ministro da Agricultura, Romain Schneider, os agricultores nacionais que deixarem de imediato o produto serão compensados pelo Estado até 30 euros por hectare em terras aráveis, 50 euros por hectare em terras de vinha e 100 euros por hectare em cultivo de frutas.

Cerca de 592 explorações agrícolas terão já assumido o compromisso de deixar de usar o glifosato antes do final do ano.

O Ministro Romain Schneider

Porém, além do glifosato o governo luxemburguês pretende restringir fortemente o uso de outros pesticidas e, por isso, quem for “mais longe” e proibir o uso de qualquer pesticida receberá ajudas entre “500 e 550 euros por hectare”, revela o governo em comunicado.

A médio prazo, o Luxemburgo pretende reduzir em 30% até 2025 a utilização dos produtos fitossanitários mais perigosos ou mais utilizados e reduzir em 50% a utilização de produtos farmacêuticos para as culturas até 2030.

 

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