O candidato do PS Paulo Pisco esteve no Luxemburgo em campanha rumo às Legislativas 2022 e reuniu com os socialistas luxemburgueses do LSAP, 22.01.2022 - FOTO © PAULO PISCO / FACEBOOK

A secção do Partido Socialista (PS) no Luxemburgo expressou hoje em comunicado “a sua desilusão pela anulação de cerca de 157 mil votos de portugueses residentes fora de Portugal”. Em causa está a polémica em torno da anulação de cerca de 80% de votos da emigração no Círculo da Europa.

“A declarada existência de 80% de votos anulados no Círculo da Europa nem sequer é coerente com os dados publicados pela Comissão Nacional de Eleições (os principais consulados do continente aparecem como apurados) ficando todos nós sem saber quais as comunidades afectadas pela anulação dos votos e em que proporção estas foram prejudicadas. Isto aponta para claras falhas na organização do escrutínio e dificulta a tarefa de todos os cidadãos defraudados com as decisões das várias mesas eleitorais e que têm o direito de reclamar”, sublinha o PS em comunicado de imprensa.

Toda a confusão, diz o PS/Luxemburgo, começou num “dito por não dito do PSD sobre os votos não acompanhados por uma cópia do cartão de cidadão”.

“Nos últimos dias, assistimos publicamente a estados de lamento, de indignação, a tentativas de explicação do porquê de tantos votos anulados. Mas também houve lugar a disputas e a desavenças sobre o assunto diante das câmaras de televisão, e que em nada dignificam os intervenientes e as instituições que representam, nem assim honram o esforço de milhares de emigrantes que participaram com o seu voto na vida política portuguesa. Houve um dito por não dito do PSD sobre os votos não acompanhados por uma cópia do cartão de cidadão, que está na origem de toda a confusão”, salienta o Secretariado da Secção do Partido Socialista no Luxemburgo.

“Houve provavelmente um excesso de confiança de várias mesas eleitorais que tomaram a iniciativa de misturar os votos considerados válidos com os considerados inválidos, sem se precaverem de eventuais mudanças de leitura no decurso do processo eleitoral. E houve uma troca de argumentos e de acusações entre a Comissão Nacional de Eleições e a Secretaria Geral do Ministério da Administração Interna que não deveria ter sido feita na praça pública”, lamentam os socialistas, exortando “fortemente os partidos políticos com assento na Assembleia da República a assumirem as suas responsabilidades, evidenciando todos os esforços necessários para que a lei eleitoral seja clarificada e que os métodos de voto sejam revistos, de forma a que esta situação não se repita”.

Na mesma nota de imprensa o PS/Luxemburgo congratulou-se pelo “excelente resultado” do partido nas Eleições Legislativas de 2022 e “felicita, por isso aquele que melhor personaliza esta grande vitória em nome do partido, o primeiro-ministro e secretário geral do PS, António Costa“.

“A maioria absoluta conquistada pelo Partido Socialista nestas eleições comprova a confiança dos portugueses na governação do PS e no compromisso dos Socialistas para com o futuro do nosso país e para com as comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo. A secção do PS no Luxemburgo felicita igualmente o nosso deputado do Círculo Eleitoral da Europa, Paulo Pisco, pela sua reeleição e pela excelente campanha que fez em conjunto com os outros candidatos, Nathalie de Oliveira, Alfredo Stoffel e Joana Benzinho. Como foi apanágio dos seus últimos mandatos, vamos certamente continuar a boa colaboração que tivemos até agora”, elogiam os socialistas.

A comunidade portuguesa residente no Grão-Ducado do Luxemburgo também mereceu um “forte elogio” da secção local do PS.

“Não podemos deixar de felicitar os Portugueses residentes no Luxemburgo, nestas eleições muito mais numerosos a votar. De acordo com os dados disponíveis no site da Comissão Nacional de Eleições, 10 534 eleitores dos 40 277 inscritos no Consulado Geral do Luxemburgo exerceram o seu direito de voto, o que representa 26,15% do total dos eleitores. Para as legislativas de 2019 foram apenas 16,39% a votar no Grão-Ducado. Também em comparação com a média de votação no estrangeiro (16,94%) e no círculo da Europa (20,87%), os portugueses no Luxemburgo foram muito mais participativos sendo apenas ultrapassados pelos nossos concidadãos que vivem na Suíça (27,74%). Para isso contribuiu certamente o recenseamento eleitoral automático dos emigrantes, adoptado em 2018, esta que era uma das reivindicações mais importantes do Partido Socialista no que toca às Comunidades”, terminam os socialistas.

Recorde-se que nas Legislativas 2022, o PS foi o partido mais votado no Luxemburgo com 4.161 votos (39,50%), muito à frente do Partido Social Democrata (PSD) que somou 2.795 votos (26,53%).

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