O primeiro-ministro do Luxemburgo, Xavier Bettel, e o Presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa – FOTO Xavier Bettel / Twitter

O primeiro-ministro do Luxemburgo, Xavier Bettel, e o antigo Presidente da República de Portugal, Ramalho Eanes (em representação de Marcelo Rebelo de Sousa), estão este fim-de-semana presentes nas cerimónias que evocam o início da II Guerra Mundial, em Varsóvia, na Polónia.

O chefe de Estado luxemburguês e o antigo Presidente português participam nas celebrações do 80.º aniversário do início da II Guerra Mundial, a convite do Presidente polaco Andrzej Duda.

Recorde-se que foi a 01 de setembro de 1939 que as tropas nazis invadiram a Polónia dando início à II Guerra Mundial.

O antigo Presidente da República de Portugal, Ramalho Eanes – FOTO: NUNO FOX / LUSA

 

Marcelo apela ao ensino da II Guerra Mundial face a “novas formas de populismo radical e xenófobo”

 

O Presidente da República Portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa, apelou hoje ao ensino da II Guerra Mundial aos jovens, assinalando o atual “recrudescer de pulsões extremistas e intolerantes” e “novas formas de populismo radical e xenófobo”.

“No nosso tempo, caracterizado por novas ameaças à democracia e à liberdade, marcado pelo recrudescer de pulsões extremistas e intolerantes, pelo surgimento de novas formas de populismo radical e xenófobo, devemos revisitar a catástrofe de há 80 anos, para não repetir os erros desse pretérito imperfeito”, defendeu Marcelo Rebelo de Sousa.

Numa mensagem divulgada na página do Palácio de Belém, Marcelo sublinha que “Portugal é um país de paz, uma pátria de tolerância”.

“Assim queremos que seja, e que continue a ser. Devemos, pois, ensinar às gerações mais novas o que foi a Segunda Guerra Mundial, para que os seus milhões de mortos não tenham perecido em vão”, lê-se na mensagem do Presidente.

Marcelo lembra “o começo de um dos mais graves conflitos da História da Humanidade, que para sempre ficará inscrito na memória do mundo”.

“A guerra de 1939-1945 opôs a liberdade à tirania, a democracia à ditadura, a tolerância ao racismo e à xenofobia. Devemos, por isso, assinalar o passado, e as suas tragédias, com um sentido de presente e como uma lição de futuro. Cultivarmos a paz e o respeito pelo outro é a melhor forma de homenagearmos as vítimas militares e civis da Segunda Guerra Mundial”, sustenta, pedindo que os 80 anos do conflito sejam evocados “em espírito de fraternidade europeia e mundial”.

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